Harry Styles é, de fato, aliado da comunidade LGBTQ+? Colunista questiona

Harry Styles em show no
Harry Styles em show no "Today", da NBC. Foto: REUTERS/Andrew Kelly

Resumo da notícia:

  • Colunista questiona sexualidade de Harry Styles e posicionamento político

  • Anna Marks publicou artigo no The New York Times sobre comportamento do artista nos palcos

  • Ela especula uma confusão identitária do britânico e fuga de luta por direitos

Um artigo publicado no The New York Times no último sábado (27) questiona a sexualidade de Harry Styles. A colunista Anna Marks, editora-assistente da seção de opinião, levanta o possível queerbaiting praticado pelo cantor, o que configura o uso de pautas LGBTQ+ para conquistar esse público, mas sem engajar em lutas políticas em prol da comunidade.

"Discussões sobre a identidade de qualquer um, incluindo celebridades, é inerentemente complicado. Mas em uma cultura obcecada por políticas identitárias e ainda marcada pela homofobia, inevitável que questionemos quem de fato são nossos ídolos, especialmente se seu estilo e sua mística nos convidam a fazer perguntas", afirma o artigo.

Anna pontua as flores na lapela de Harry, que faz referência a Oscar Wilde, o verso "never gonna dance again", de George Michael, tatuado no pé do artista, o lenço no bolso traseiro, um símbolo antigo de identificação gay nos Estados Unidos. Além disso, ela questiona a bandeira do arco-íris levantada por Harry Styles com frequência em cima do palco.

Ao especular que Styles viva uma confusão identitária, Anna intitula o texto de "Harry Styles Walks a Fine Line", o que significa "Harry Styles anda em linha tênue", ao considerar que há duas respostas possíveis para seu julgamento. Ele poderia ser um homem heterossexual que se apropria da identidade de uma comunidade marginalizada ou um artista com sexualidade reprimida, que usa a identidade queer para ser aceito por seus pares.

Ela ainda deixa um alerta sobre o uso dos símbolos de uma comunidade por um artista, o que conotaria o envolvimento na luta política pelos direitos desse grupo. "Não importa como ele se identifique, se o Sr. Styles deseja dançar com nossos símbolos, ele deveria prestar mais atenção ao lado político deles, independente de desejar ou não nossa liberdade", conclui.