Harvey Weinstein é transferido para Los Angeles para novo julgamento

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O ex-produtor Harvey Weinstein chega ao tribunal em Manhattan, Nova York, em 21 de fevereiro de 2020

O ex-produtor de cinema Harvey Weinstein, que cumpre pena de 23 anos de prisão por agressões sexuais em Nova York desde o ano passado, chegou a nesta terça-feira (20) a Los Angeles, onde terá que responder por outras supostas agressões em um segundo julgamento.

O ex-todo-poderoso produtor de Hollywood, cuja queda é considerada uma grande vitória do movimento #MeToo - é acusado na Califórnia de estupro e agressões sexuais contra cinco mulheres. Ele pode pegar até 140 anos de prisão, além da condenação em Nova YOrk.

Weinstein, de 69 anos, deixou a prisão de Wende, no interior do estado de Nova York, pouco antes das 9h30 locais (10h30 de Brasília) e foi entregue "às autoridades competentes para transferência para o estado da Califórnia", disse um porta-voz da autoridade penitenciária de Nova York em um comunicado.

"Hoje Harvey Weinstein foi conduzido a Los Angeles", tuitou a polícia da cidade. "Após ter passado por um exame médico, será detido na delegacia do condado".

Os advogados do magnata se opuseram durante semanas a esta transferência, sobretudo por razões médicas. Mas o juiz Kenneth Case rejeitou seus argumentos e deu luz verde à sua extradição a Los Angeles em 15 de junho.

"Estamos decepcionados", afirmou um porta-voz de Weinstein à AFP, enquanto assegurou que continuará lutando para que o ex-produtor "receba tratamento médico e, logicamente, que seja tratado de forma justa".

Segundo a lei da Califórnia, o julgamento deve começar nos 120 dias posteriores a esta transferência, ou seja, até meados de novembro.

Em Los Angeles, Weinstein é acusado de ter violentado uma modelo italiana em um hotel de Beverly Hills em fevereiro de 2013, e depois de ter agredido sexualmente Lauren Young, uma atriz em ascensão, no banheiro de outro hotel.

O ex-produtor de cinema nega todas as acusações em Los Angeles e Nova York e diz que seus relacionamentos sempre foram consentidos.

No começo de abril, Weinstein apelou formalmente da sentença contra ele por estupro e agressão sexual em Nova York, recebida no começo de 2020, após um julgamento midiático em Manhattan, que foi considerado uma vitória do movimento global contra a violência sexual e o abuso de poder #MeToo.

Ao todo, cerca de 90 mulheres acusaram Weinstein de assédio ou agressão sexual.

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