Hashtag #STFSuspendeBolsolao chega aos trends no Twitter enquanto STF decide sobre suspensão do orçamento secreto

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Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) decide sobre a manutenção da liminar concedida pela ministra Rosa Weber que suspendeu o chamado orçamento secreto, a hashtag #STFSuspendeBolsolao se tornou o termo mais comentado no Twitter na manhã desta terça-feira. Com quase 4 mil publicações até as 11h, internautas associam o pagamento das emendas de relator à “compra de votos” de parlamentares, e pedem que a Corte mantenha a suspensão da prática. Até o horário, quatro dos atuais dez ministros votaram a favor da decisão.

Diversos políticos utilizaram a hashtag para se manifestar contra o chamado orçamento secreto. “Bolsonaro deveria usar esse dinheiro para pagar o auxílio aos pobres, não para comprar deputado”, escreveu o deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ).

“STF já tem 4 votos favoráveis à ação do PSOL para suspender o orçamento secreto de Bolsonaro é Lira. Faltam só mais 2! #STFSuspendeBolsolao”, afirmou o pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PSOL, Guilherme Boulos.

A decisão da ministra Rosa Weber foi concedida atendendo a ações do PSOL, do Cidadania e do PSB, que solicitaram ao STF a suspensão do pagamento das emendas. Na liminar, a ministra também determinou que fossem adotadas medidas de transparência para execução dos recursos.

Para que a determinação de Rosa seja mantida, são necessários seis votos. O julgamento acontece no plenário virtual, e os ministros têm até as 23h59 de quarta-feira para registrar seus votos no sistema eletrônico.

Até o momento, os ministros Edson Fachin, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso votaram pela manutenção da liminar.

“O STF precisa manter a decisão da ministra Rosa Weber de suspender os pagamentos do governo feitos por meio do orçamento secreto. A decisão é correta, corajosa e atende aos interesses dos brasileiros. O orçamento público precisa ter transparência total. #STFSuspendeBolsolao”, defendeu, no Twitter, o deputado federal Henrique Fontana (PT-RS).

Outros parlamentares, como os deputados federais André Janones (Avante - MG), Rogério Correia (PT-MG) e Áurea Carolina (PSOL-MG), também utilizaram suas contas na rede social para se manifestarem contra o orçamento secreto.

Também na manhã desta terça-feira, a hashtag #AuxilioSimCaloteNao chegou aos Trending Topics do Twitter, com internautas defendendo a manutenção do novo programa de assistência social, mas se opondo à aprovação da PEC dos Precatórios.

A Proposta de Emenda à Constituição, que foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados, é apontada pelo governo como a principal forma de abrir espaço no Orçamento da União para pagar o Auxílio Brasil, novo programa social que irá substituir o Bolsa Família.

O pagamento das chamadas emendas de relator é visto como uma manobra para que parlamentares aprovem matérias de interesse do governo, como a PEC dos Precatórios.

“Assim como Collor deu calote na poupança quando presidente, Bolsonaro quer dar um calote nos precatórios pra fazer sobrar dinheiro no orçamento e interferir no processo eleitoral. É contra isso que estamos lutando na Câmara dos Deputados. Não à PEC do Calote! #AuxílioSimCaloteNão”, escreveu o deputado federal Pedro Uczai (PT-SC).

Os parlamentares Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Orlando Silva (PCdoB-SP) e Natália Bonavides (PT-RN) também se manifestaram contra a aprovação da proposta na rede social.

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