Não haverá mais Copa das Confederações, afirma chefão do futebol nos Estados Unidos

O presidente da FIFA, Gianni Infantino (C), apresenta um cartão vermelho ao presidente dos EUA, Donald Trump, durante uma reunião no Gabinete Oval da Casa Branca com o presidente da Federação de Futebol dos EUA, Carlos Cordeiro, em Washington , DC, em 28 de agosto de 2018

O presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos, Carlos Cordeiro, afirmou nesta segunda-feira que a Copa das Confederações deixará de existir, assim como a Copa Ouro a partir de 2021, dando lugar a uma competição conjunta entre as seleções de Conmebol e Concacaf.

"Acabou. No lugar da Copa das Confederações haverá um mata-mata intercontinental para chegar às 48 seleções (para a Copa do Mundo do Catar-2022)", explicou o dirigente ao The Athletic.

A Fifa decidiu aumentar de 32 para 48 o número de seleções para a Copa do Mundo de 2026, mas o presidente da entidade, Gianni Infantino, espera adiantar esta mudança já para a edição 2022 da competição.

De olho neste objetivo, a Fifa realiza atualmente um estudo de viabilidade sobre o tema. Uma decisão final deverá ser anunciada em meados de março, durante uma reunião do conselho da entidade em Miami.

"A Copa Ouro só está prevista para este ano e para 2021, então poderia continuar, mas é possível que isso não aconteça. Houve conversas no último ano entre a Conmebol e a Concacaf sobre uma espécie de Copa América combinada, mas ainda não se chegou a um acordo", completou Cordeiro.

Está previsto que a Copa seja disputada entre os meses de novembro e dezembro para evitar as elevadas temperaturas no Catar, o que resultaria em um calendário totalmente diferente em 2022.

Apesar das declarações de Cordeiro, os organizadores da Copa Ouro e a Concacaf emitiram um comunicado conjunto nesta terça-feira em que garantem estar comprometidos com a competição até 2023 e além.

"A Concacaf quer esclarecer que está completamente comprometida com a Copa Ouro e confirma suas edições de 2019, 2021 e 2023 como parte do calendário da Fifa", escreveu no comunicado.