'Haverá eleições, e a democracia não vai embora', diz bispo durante ato em memória de Bruno e Dom, em SP

Entidades religiosas, ambientais e em defesa dos direitos humanos realizam na manhã deste sábado um ato inter-religioso na Catedral da Sé, em São Paulo. A celebração pede justiça "diante das sistemáticas violações aos direitos dos povos indígenas e da destruição ambiental" e homenageia o indigenista brasileiro Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips, mortos em 5 de junho durante uma expedição pelo Vale do Javari, no Amazonas.

O evento foi aberto pelo bispo da Diocese de Mogi das Cruzes, Dom Pedro Stringhini. O pároco afirmou que o Brasil vive um momento delicado, e que os assassinatos de Dom e Bruno provam isso. Mas toda essa turbulência fez com que as religiões ficassem mais irmanadas para fazer a defesa da democracia.

— Haverá eleições e a democracia não vai embora — afirmou Stringhini. — Se necessário irem às ruas para defender a democracia — acrescentou.

O ato foi organizado pela Frente Inter-religiosa Dom Paulo Evaristo Arns por Justiça e Paz, em parceria com a Comissão Justiça e Paz de SP, a Comissão Arns, o Instituto Vladimir Herzog e a OAB-SP.

Participam do evento entidades católicas, anglicanas, metodistas, pentecostais, judaicas, muçulmanas, bahá’ís, budistas, kardecistas, povos tradicionais de matrizes africanas e membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, além de representantes de povos indígenas, defensores dos Direitos Humanos e representantes da sociedade civil.

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