Helcio Bruno disse que já estava com reunião marcada quando conheceu os representantes da Davati

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em sua fala inicial, antes de afirmar que permaneceria em silêncio frente a perguntas sobre determinados temas, o tenente-coronel Helcio Bruno de Almeida disse que a reunião no Ministério da Saúde já estava agendada quando ele conheceu os representantes da Davati, Cristiano Carvalho e Luiz Paulo Dominghetti.

O militar é presidente do Instituto Força Brasil e foi o responsável por intermediar um encontro entre os representantes da empresa Davati e o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco.

Helcio Bruno disse que o reverendo Amilton Gomes de Paula foi quem pediu para levar os representantes da empresa à pasta no dia 12 de março. Eles pretendiam oferecer uma grande oferta de vacina ao Ministério da Saúde.

Ele argumentou que não havia achado nenhuma irregularidade da Davati que o impedisse de levar os membros da empresa para a reunião.

O tenente-coronel disse ainda que não tem amizade e proximidade como o até então secretário-executivo do Ministério da Saúde Elcio Franco. E negou que estivesse presente em qualquer encontro, inclusive no jantar do dia 25 de fevereiro.

Dominghetti denunciou à Folha pedido de propina de US$ 1 por dose para avançar a negociação para 400 milhões de doses da AstraZeneca nesse jantar.

Ao iniciar seus questionamentos, o relator Renan Calheiros (MDB-AL), mostrou postagens de sites financiados pelo Instituto Força Brasil que pregam contra medidas sanitárias, como o uso de máscaras.

Renan mostrou também uma postagem do próprio militar Hélcio Bruno, no qual afirma que fake news seria tudo que desagrada ao "establishment".

Renan também mostrou vídeo do depoimento do policial militar Luiz Paulo Dominghetti, no qual afirma em depoimento à CPI que obteve o encontro no Ministério da Saúde por meio de "um coronel, amigo de turma do coronel Elcio Franco, que viabilizaria esse encontro", em referência a Hélcio Bruno.

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