Helicóptero e mais policiais nas ruas reforçam segurança no 2º turno pelo país

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 02.10.2022 - Fila de eleitores na PUC-SP, em Perdizes, zona oeste de SP, para votar. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 02.10.2022 - Fila de eleitores na PUC-SP, em Perdizes, zona oeste de SP, para votar. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ, SALVADOR, BA, RECIFE, PE, BELO HORIZONTE, MG, PORTO ALEGRE, RS, E MANAUS, AM (FOLHAPRESS) - Helicópteros, proteção nas ruas próximas a festas dos vitoriosos e mais viaturas e policiais. As forças de segurança nos estados pretendem reforçar o patrulhamento neste domingo (30) durante a votação para o segundo turno das eleições presidenciais. Doze estados também terão disputa em nova etapa para governador.

Em Pernambuco, as forças de segurança vão atuar com esquema especial das 7h da próxima sexta-feira (28) até as 7h de segunda-feira (31), contemplando as festas da vitória.

Serão 34.634 agentes em ação, sendo 27.850 na Polícia Militar, 4.518 na Polícia Civil; 1.580 no Corpo de Bombeiros, entre outros. Desse total, 10.622 atuarão no Recife e região metropolitana e 24.012 no interior.

Quatro helicópteros, sendo três do Grupamento Tático Aéreo e um da PRF farão sobrevoos e darão apoio ao trabalho feito no solo.

Todas as delegacias de Polícia Civil, em 184 municípios mais Fernando de Noronha, estarão de plantão. Os 3.264 locais de votação no Estado, no 2º turno, serão cobertos pelas forças de segurança.

Não houve necessidade de convocação de efetivo da reserva, de acordo com a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco.

Na Bahia, a Secretaria da Segurança Pública iniciou nesta segunda-feira (24) a operação para acompanhamento de ocorrências durante o segundo turno das eleições, que prevê o mesmo efetivo do primeiro turno. Mais de 11 milhões de baianos voltam às urnas para escolher presidente e governador.

"Estamos atentos, inclusive monitorando os principais acontecimentos nacionais, para intervir em qualquer ocorrência na Bahia", explicou o tenente-coronel Maurício Marinho, diretor da Superintendência de Gestão Integrada da Ação Policial da SSP-BA.

O esquema de segurança para o segundo turno da eleição presidencial em Minas Gerais terá início no sábado (29) com monitoramento do CICC (Centro Integrado de Comando e Controle).

O centro reúne o comando das forças de segurança do estado, como polícias militar, civil e federal. A partir do centro, que fica na Cidade Administrativa, a sede do governo do estado, é possível acessar imagens de 1.400 câmeras que já funcionam em Belo Horizonte e cidades da região metropolitana.

Segundo a secretaria, o contingente de policiais militares será totalmente utilizado no domingo de eleição. O número exato não é divulgado. A prioridade é para o policiamento em locais em que há seções eleitorais.

Especificamente em Belo Horizonte, a guarda civil municipal fará patrulhamento preventivo das escolas da prefeitura utilizadas como seções eleitorais. Serão utilizados carros e motos no patrulhamento, que será auxiliado ainda por 3.000 câmeras do COP-BH (Centro de Operações de Belo Horizonte).

No Rio de Janeiro, a Polícia Militar informou que irá reforçar o policiamento, com 17 mil homens no estado.

A Polícia Civil irá atender ocorrências eleitorais em 85 municípios do estado. Registros em outras sete cidades ficarão a cargo da Polícia Federal: Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Campos, Macaé, Nova Iguaçu e Volta Redonda.

"A Polícia Civil estará com todos os postos de trabalho reforçados (plantões, equipes de apoio, postos de perícias).Todas as delegacias de Polícia terão delegados e reforços para o atendimento de ocorrências e para quaisquer outras diligências necessárias", disse o delegado Carlos Oliveira, coordenador operacional da Polícia Civil para as Eleições 2022.

Em Mato Grosso do Sul, a Polícia Militar informou que haverá policiamento ostensivo nos locais de votação. Assim como em Minas, todo o contingente de policiais será utilizado no domingo, um total de 5 mil homens em todo o estado.

A atenção maior será para casos de crimes eleitorais como transporte irregular de eleitores, boca de urna, corrupção eleitoral e descumprimento da lei seca, que, no estado, vai das 3h às 16h do dia da votação.

No Rio Grande do Sul, os números ainda poderão mudar em uma última reunião a ser realizada na quinta-feira (27) pela manhã, mas a tendência é que se repita o efetivo utilizado no primeiro turno. Foram 8.801 servidores mobilizados, somados policiais militares (7.814), bombeiros (421), policiais civis (533) e peritos (33).

Um gabinete de crise seguirá mobilizado depois da apuração até o final da manhã de segunda-feira (31). A preparação das forças de segurança gaúchas para as eleições durou três meses, incluindo a preparação da tropa para, se necessário, conter multidões.

Haverá um disque-denúncia para irregularidades pelo telefone 181. O anonimato é preservado.

No primeiro turno houve 52 ocorrências no Rio Grande do Sul --na mais grave delas, um eleitor discutiu com um policial e o feriu no braço com uma faca.

Em Santa Catarina, que somou 30 ocorrências no primeiro turno, o plano de segurança para o segundo turno mobilizará cerca de 5.000 policiais em 295 municípios.

Assim como no primeiro turno, eles responderão a uma sala de situação na sede do TRE local, em Florianópolis. Os PMs catarinenses receberam uma cartilha sobre como agir durante o pleito.

O governo do Pará diz que 8.500 agentes de segurança pública vão atuar durante a votação. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, é uma continuidade do trabalho feito no primeiro turno, e com reforço de segurança.

Além das polícias, bombeiros, guardas municipais e departamentos de trânsito, militares do Exército vão atuar em áreas federais, conforme a secretaria.

Os eleitores do Pará voltam às urnas apenas para escolha de presidente. O governador Helder Barbalho (MDB) foi reeleito em primeiro turno.