Helicóptero que caiu com 300kg de cocaína pertencia a policial civil

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Polícia investiga como tráfico internacional. Foto: Ciopaer/MT
Polícia investiga como tráfico internacional. Foto: Ciopaer/MT
  • Acidente aconteceu no domingo (1)

  • Proprietário afirma que vendeu aeronave em maio

  • Aparelho não tinha documentação em dia

O helicóptero que caiu no último domingo (1), em Poconé, no Mato Grosso, levando quase 300 kg de cocaína está registrado no nome de um policial civil.

Ronney José Barbosa Sampaio afirma que comprou a aeronave em 2017, mas vendeu este ano, pois não tinha dinheiro para pagar a documentação.

De acordo com o Grupo Especial de Fronteira (Gefron-MT), a queda foi causada por uma pane no aparelho. Até agora, ninguém foi preso. Ao redor do helicóptero foi apenas encontrado o carregamento de droga.

Antes do acidente, agentes já monitoravam um possível caso de tráfico internacional de drogas quando o helicóptero, do modelo Robinson R-44, matrícula PT-RMM, foi encontrado. A aeronave estava parcialmente destruída.

Este modelo pode levar até três passageiros, além do piloto, e transportar uma carga máxima de 340 kg. Segundo a PF, o helicóptero é avaliado em aproximadamente R$ 450 mil.

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O Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopar-MT) acredita que a aeronave estava sendo utilizada para tráfico internacional de drogas. A polícia informou que havia 278,5 quilos de cocaína no helicóptero.

Helicóptero é avaliado em R$ 460 mil. Foto: Ciopaer/MT
Helicóptero é avaliado em R$ 460 mil. Foto: Ciopaer/MT

O policial Ronney José Barbosa Sampaio é papiloscopista da Polícia Civil. A corporação afirma que irá abrir procedimento para apurar o caso.

De acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), helicóptero não tinha permissão para operar, já que estava com o CVA (Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade) vencido desde novembro de 2017.

Para a Folha de S. Paulo, o policial afirmou que comprou a aeronave para passeios, mas que a vendeu no dia 21 de maio deste ano, por não ter dinheiro para renovação do CVA. De acordo com ele, a documentação custaria US$ 217 mil, ou R$ 1,14 milhão.

Ele disse que o helicóptero estava parado em Goiânia. Foi quando, segundo ele, “apareceu esse cara e eu vendi”.

Essa foi a segunda apreensão de drogas no mesmo fim de semana em Mato Grosso envolvendo transporte aéreo. No sábado (31), em Colniza, um avião que já vinha sendo monitorado foi interceptado pela Força Aérea Brasileira (FAB). A aeronave levava mais de 300 kg de cocaína. O piloto e os passageiros foram presos.

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