Hemorroidas: pouco discutida, doença deve atingir metade da população mundial

Woman hand holding her bottom and tissue or toilet paper roll. Disorder, Diarrhea, Constipation. Healthcare concept.

Por Cristiane Bomfim, da Agência Einstein

Apesar de não haver estimativas sobre a incidência de casos de hemorroidas no Brasil, de acordo com Sociedade Brasileira de Coloproctologia acredita-se que cerca de metade da população mundial será afetada pela doença. 

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O número, que já é alto, deve aumentar nos próximos anos, especialmente por causa do estilo de vida. Alimentação rica em fibras, ingestão de água e atividade física são itens fundamentais para a redução do risco de dilatação e inflamação das veias do reto e ânus.

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 De tratamento simples quando identificada na fase inicial, a doença hemorroidária é a dilatação e inflamação das veias localizadas no ânus e reto. “O plexo hemorroidário é uma estrutura vascular altamente especializada que serve para ajudar no fechamento do ânus e auxiliar a condução das fezes através do ânus. Sabemos que idade é um dos fatores, uma vez que ela é mais frequente a partir dos 45 anos”, explica Sérgio Araújo, médico gastroenterologista do Hospital Israelita Brasileiro Albert Einstein. 

A constipação, diz o médico do Einstein, é um dos principais fatores que podem levar à doença. “A primeira conduta no tratamento consiste em um pilar de três ações que combatem a prisão de ventre: beber água, ingerir fibras e praticar exercícios. A boa notícia é que na maioria dos casos essas ações, quando viram rotina, são suficientes”, diz o gastroenterologista. Outros sinais indicativos de hemorroidas são: coceira provocada por inchaço das veias, dor ou sangramento no momento de evacuação decorrente do endurecimento das fezes e saliência palpável no ânus (pequenas bolinhas).

Contrariando a média, a aposentada Vera Alves Barbosa, hoje com 53 anos, descobriu que tem doença hemorrodária antes de completar 40 anos. “Ir ao banheiro sempre foi um problema para mim. A dor é terrível e as inflamações com sangramento estão se agravando no decorrer dos anos”, conta ela que demorou para procurar um médico. “A gente vai adiando porque não é um assunto confortável”, diz.

“Ao contrário do que a maioria das pessoas imagina, a dor só existe quando há uma complicação da doença hemorroidal, chamada trombose que é quando o sangue no interior desses vasos, como resultado do trauma produzido pela passagem das fezes, inflama e incha”, diz o médico do Einstein. Esses sintomas, ele continua, podem ser facilmente manejados pela equipe de saúde, de acordo com a avaliação do paciente. “As ações variam de banho de assento ao uso de anti-inflamatórios”, comenta.

Quando, o paciente já não responde a estes tratamentos, há outros procedimentos que podem ser feitos no consultório. Um deles é a ligadura elástica, que só pode ser feita em hemorroidas internas e consiste na colocação de um elástico na veia para seu “estrangulamento”, claro que com uso de analgésicos. “Com isso, ela diminui, murcha e cai”, diz Sérgio Araújo. 

Cirurgia é a última indicação e se impõe quando os outros tratamentos não tiveram o resultado esperado ou em casos mais graves da doença. “É, de fato, o tratamento mais eficaz, mas não deve ser oferecido a maioria dos pacientes, porque requer a anestesia, a internação, um pós-operatório que demora um pouco”.

(fonte: Agência Einstein)