Heptacampeão Lewis Hamilton disputa GP da Arábia Saudita com capacete nas cores da bandeira LGBTQI+

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Neste que será o primeiro Grande Prêmio da Arábia Saudita na história da Fórmula 1, as ONGs denunciam as deficiências da monarquia do Golfo em termos de direitos humanos. Acostumado a falar sobre o assunto, o atual campeão mundial Lewis Hamilton fez jus à sua reputação de defensor das causas humanitárias durante sua primeira entrevista coletiva em Riad.

O primeiro Grande Prêmio da Arábia Saudita de Fórmula 1 neste domingo (5) chama a atenção pelo que a competição representa no cenário internacional, em um país criticado por suas frequentes violações de direitos humanos.

A chegada da monarquia do Golfo à F1 faz parte de uma campanha para melhorar sua imagem e diversificar a economia do petróleo por meio de eventos esportivos, culturais e turísticos.

Mas para a Human Rights Watch, a Arábia Saudita estaria usando este GP e os shows de estrelas internacionais organizados em paralelo à competição para "desviar a atenção das violações generalizadas dos direitos humanos" [o que é conhecido como "lavagem esportiva" - "sportwashing"].

"Se eles não expressarem suas preocupações sobre os graves abusos cometidos pela Arábia Saudita, a Fórmula 1 e os artistas correm o risco de apoiar os esforços dispendiosos do governo saudita para lustrar sua imagem, apesar de um aumento significativo na repressão ao longo dos últimos anos", acrescentou Michael Page, vice-diretor para o Oriente Médio da ONG, em nota oficial.

“Se as autoridades sauditas quiserem ser vistas de maneira diferente, devem libertar imediata e incondicionalmente todos os que foram presos por expressarem pacificamente suas opiniões, suspender as proibições de viagens e impor uma moratória à pena de morte”, acrescenta a Anistia Internacional.

"Sensibilização"


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