'Herdeiras' de traficantes, mãe e ex-mulher são procuradas pela polícia

Polícia Civil busca 'Chefinha' e 'Chefona', respectivamente, a ex-esposa e mãe do traficante Charles Jackson Neres Batista, o Charlinho do Lixão. (Foto: Reprodução/DisqueDenúncia)

Após a morte de Charles Jackson Neres Batista, o “Charlinho do Lixão”, que comandava o tráfico em três comunidades de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a Polícia Civil do Rio procura pelas “herdeiras” do criminoso. A mãe e a ex-mulher do traficante são acusadas de participar estrutura criminosa para a venda de drogas e estampam cartazes de procuradas no Disque Denúncia.

As informações são do jornal Extra.

Richele Neres da Silva, de 41 anos, é a mãe de Charlinho e ganhou o apelido de ‘Chefona’. Já Amanda de Oliveira de Almeida, 21 anos, foi casada com o traficante e é chamada por ‘Chefinha’. Elas seriam responsáveis pelo controle das finanças da quadrilha, e recebiam parte do lucro da movimentação.

As duas tiveram as prisões decretadas pela Justiça, e o Disque-Denúncia (21 2253-1177) oferece uma recompensa de R$ 1 mil por informações que ajudem a polícia a prender cada uma delas.

A denúncia do Ministério Público aponta que a mãe de Charlinho fica escondida na Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré. Foi neste mesmo lugar que aconteceu o velório do filho, escolhido estrategicamente para que ela pudesse se despedir do traficante sem risco de ser presa.

Leia mais

Segundo os promotores, Amanda já havia terminado seu casamento com Charlinho, mas mesmo assim continuou atuando para ele. Ela já teria sido vista portando fuzis em bailes funk promovidos pelo tráfico.

Atualmente, ela estaria escondida no Complexo da Penha. Ainda de acordo com o MP, a ‘Chefinha’ teria atirado contra policiais do 15º BPM (Batalhão da Polícia Militar), em 12 de janeiro de 2017, em confronto na Vila Ideal.

SUCESSÃO

Charlinho morreu em uma troca de tiros com policiais do Serviço de Inteligência do 15º BPM, de Duque de Caxias, no dia 26 de março. Com a morte dele, a polícia agora monitora quem vai assumir o comando do tráfico na baixada.

A decisão de quem vai ocupar a chefia do tráfico deve ser do pai de Charlinho, Charles da Silva Batista, o Charles do Lixão, que cumpre pena no presídio federal de Catanduvas, no Paraná.

Foi ele também que “transferiu” ao filho o monopólio do tráfico nas três comunidades. Com parte do lucro do negócio, Charlinho passou a ostentar joias e motocicletas de luxo.

Charlinho era conhecido por ostentar jóias e relógios de ouro. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

De acordo com investigações da Polícia Civil, os mais cotados para assumir os negócios explorados anteriormente por Charlinho são os traficantes conhecidos pelos apelidos Xapoca e Mickey, além de Edgar Alves de Andrade, o Doca.