Herdeiro de Merkel quer aumentar popularidade em debate eleitoral

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O candidato conservador à Chancelaria alemã, Armin Laschet, em Nurembergue, em 11 de setembro de 2021 (AFP/CHRISTOF STACHE)
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A duas semanas das eleições legislativas na Alemanha, o herdeiro de Angela Merkel, o impopular Armin Laschet, planeja reverter a curva das pesquisas e iniciar uma recuperação derrotando seus adversários neste domingo (12) durante um debate televisionado.

Superado nas pesquisas pelos social-democratas liderados por Olaf Scholz, que se tornou o favorito para ocupar a Chancelaria, Laschet não tem muito tempo para conter a queda da aliança conservadora CDU-CSU, que está em um patamar historicamente baixo (20% nas pesquisas).

No poder há 16 anos, os democratas-cristãos estão "à beira" de uma derrota para Scholz, que para o semanário Der Spiegel é a "personificação do tédio na política".

"A eleição é em 26 de setembro", lembrou o candidato conservador antes do debate, o segundo de três duelos televisionados de Laschet com Scholz e a ambientalista Annalena Baerbock.

"Nada termina no domingo, pelo contrário, começa a reta final", ressaltou.

Este debate, com uma hora e meia de duração, começa às 20h15 (15h15 de Brasília) na rede pública de televisão ZDF, e decorre enquanto alguns eleitores já votaram pelo correio.

Um raio de esperança veio com uma pesquisa YouGov na sexta-feira: os conservadores estancaram a hemorragia nas últimas semanas e subiram um ponto (21%). Mas o SPD também conquistou um e decola na frente (26%).

Os conservadores, enfraquecidos como nunca desde a Segunda Guerra Mundial, parecem sofrer uma crise de pânico desde meados de agosto, diante do triunfo antecipado de Scholz, atual vice-chanceler e ministro das Finanças do governo de coalizão.

Grandes favoritos para estas eleições até o início do verão (boreal), os democratas-cristãos foram prejudicados pelos erros de seu candidato, especialmente uma risadinha capturada pelas câmeras durante um discurso solene do presidente da República em uma área devastada por inundações.

Com dificuldades para preparar sua sucessão e discreta até o verão, Merkel foi forçada a entrar na arena eleitoral.

Depois de um grande deslocamento no início de setembro com Laschet para uma zona de desastre, Merkel não hesitou na terça-feira em aproveitar a tribuna do Bundestag para exaltar as qualidades do candidato democrata-cristão.

Diante dos deputados, reunidos na última sessão plenária da atual legislatura, a líder insistiu que "o melhor caminho" para a Alemanha é "um governo liderado por Armin Laschet como chanceler".

É evidente, porém, "a enorme diferença" entre ela e Scholz, que lidera uma campanha sem brilho, sem falsas notas e, sem hesitar, imita os gestos, principalmente com as mãos, da ainda popular Merkel.

No entanto, sua ofensiva não foi eficaz para reverter a tendência.

O campo conservador, minado durante a primavera por uma luta pela liderança entre Laschet e o líder bávaro, muito mais popular, Markus Söder, trouxe tensão.

O líder da CSU (bávaro) no Bundestag, Alexandre Dobrindt, aconselhou Laschet a ser mais agressivo com seus adversários e não se esquivar de "confrontos, inclusive conflitos".

Laschet colocou o conselho imediatamente em prática. A pretexto de operações realizadas no Ministério das Finanças no âmbito de uma investigação judicial, "agrediu" Scholz e o seu partido.

No sábado, lançou outra saraivada com a ameaça de uma eventual coalizão do SPD com a esquerda radical, o que "colocaria em risco a prosperidade" da Alemanha.

O conservador também provocou polêmica ao afirmar que na "história da Alemanha do pós-guerra, os social-democratas sempre estiveram do lado errado".

No entanto, esta nova atitude pode desagradar o eleitorado alemão, que prefere ver os assuntos tratados. A grande maioria dos entrevistados acha que questões como educação, aposentadoria ou tecnologia digital não foram suficientemente discutidas, de acordo com um estudo da Civey.

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