Herdeiros de Castor de Andrade brigavam por ilha em Angra, de onde Fernando Iggnácio voltava antes de ser morto

Gabriela Goulart e Carolina Heringer
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Foto: Custódio Coimbra em 27-5-2010 / Agência O GLOBO
Foto: Custódio Coimbra em 27-5-2010 / Agência O GLOBO

O bicheiro Castor de Andrade, um dos maiores “capos’’ do Rio, era conhecido por três grandes paixões: o futebol (era patrono do Bangu), o carnaval (era mecenas da Mocidade Independente de Padre Miguel) e o mar (quando criança, na década de 30, fugia da escola para nadar nas águas então transparentes da Praia do Flamengo). Não à toa, no extenso patrimônio que amealhou ao longo da vida com o dinheiro da contravenção e das máquinas caça-níqueis, constava um pedaço de terra cercado de água por todos os lados na Ilha Grande, em Angra dos Reis. Era isso mesmo, uma ilha na Ilha, local de onde seu genro Fernando Iggnácio chegava de helicóptero antes de ser morto em um atentado nesta terça-feira. Ele e a família tinham passado o fim de semana na casa que construíram na propriedade, com direito a passeio de lancha.

Não se sabe muito bem de onde veio o encanto de Castor por aquele pedaço de paraíso. Mas é sabido que, em 1968, banqueiros dos jogo do bicho, entre eles o capo di tutti capi, foram presos por enriquecimento ilícito e passaram uma temporada de quatro meses na Penitenciária Cândido Mendes, que funcionou entre 1903 a 1994 na Ilha Grande.