Herdeiros de Garrincha: craque teve 14 filhos com seis mulheres diferentes; conheça

Ao longo de seus 49 anos de vida, Garrincha marcou para sempre a história do futebol brasileiro e mundial, com diversos títulos e um estilo de jogar particular. Fora dos gramados, a vida pessoal do jogador também foi movimentada: ele teve 14 filhos — reconhecidos — durante a vida, muitos fora do casamento e frutos de traições de suas companheiras da época.

O primeiro casamento de Garrincha, com Nair Marques, sua namorada de adolescência dos tempos de Pau Grande, distrito de Magé, na região metropolitana do Rio. Foi o matrimônio que lhe rendeu mais herdeiros: o casal teve oito filhas antes de se separar, em 1963: Tereza, Edenir, Marinete, Juraciara, Denízia, Maria Cecília, Terezinha e Cíntia. São poucas as informações sobre elas e a maioria, das que ainda estão vivas, mora em Pau Grande. Em 2020, uma reportagem descobriu que Denízia dos Santos, um dos frutos do primeiro casamento, vivia na miséria em Magé. As duas primeiras filhas, Tereza e Edenir, morreram de câncer em 1997 e 1998.

Os dois primeiros filhos do ex-jogador nasceram da relação extraconjugal com Iraci Maria da Silva, conhecida de Garrincha de Magé. Na época, ele era casado com Nair. Em 1959, nasceu Márcia, que o craque assumiu. Dois anos depois, a namorada deu à luz a Manoel Castilho, que ganhou o apelido de "Neném" quando ingressou na base do Fluminense. Ele só soube que era filho do ex-jogador aos 10 anos de idade, quando a mãe contou a história de sua origem, e desde então ele desenvolveu uma relação próxima com o pai.

Desde pequeno, era visto como uma promessa do futebol, mas nunca chegou perto de seguir os passos do pai. Ele não chegou a jogar no time profissional do Fluminense, sendo negociado para times da Europa antes da estreia por aqui. Foi na Suíça que ele passou a maior parte de sua carreira e morava até ser vítima de um acidente fatal de carro em 1992.

Em 1959, em uma excursão do Botafogo à Suécia, Garrincha mais uma vez teve um affair fora do casamento. Ulf Lindberg foi adotado por uma família sueca depois de ser deixado pela mãe em um orfanato, por não ter condições de criar o bebê. Ele nunca conheceu o pai, já que de acordo com as leis locais, ele não poderia deixar o país até completar 21 anos. Mas o jogador conhecia o filho, e tinha uma foto dele em casa, conforme relatado pelo biógrafo Ruy Castro, que escreveu o livro "Estrela Solitária". Ele sabia que Ulf jogava futebol, como ponta-direta, mas a carreira também nunca decolou, ficando apenas na segunda prateleira dos clubes suecos.

Com Elza Soares, Garrincha viveu seu relacionamento mais conhecido — embora nem sempre por bons motivos. A cantora declarou em entrevistas que era vítima de agressão doméstica do ex-jogador frequentemente, afirmando que ele a agredia "sempre que bebia". Durante boa parte da vida, Garrincha sofreu com o alcoolismo, e morreu em virtude de uma cirrose. O casal teve um filho, apelidado de Garrinchinha, que também teve um fim trágico: morreu afogado aos 9 anos de idade, depois de ser lançado para fora de um carro em um acidente.

Aos 63 anos, Rosângela dos Santos é a filha de Garrincha que leva uma vida mais próxima dos holofotes. Mas ela nunca chegou a conhecer o pai — o parentesco foi reconhecido de maneira póstuma, através de um exame de DNA. Desde 2017, ela é ativa na busca dos restos mortais do pai. Dois anos depois de o ex-jogador ser enterrado no jazigo da família, em 1983, no Cemitério Municipal de Raiz da Serra, em Magé, o prefeito da época, Renato Cozzolino construiu um mausoléu para transferir o corpo do jogador para lá, mas ainda não se sabe se de fato isso foi feito.

Um coveiro que trabalha há 30 anos no cemitério afirma que a troca jamais foi realizada, mas as respostas ainda não são definitivas. Há um processo para a exumação do corpo presente no jazigo, mas ela ainda não ocorreu.

Com a última esposa, Vandérleia de Oliveira Vieira, Garrincha teve outra filha. Lívia hoje tem 42 anos e se lançou na carreira musical aos 14 anos, sob o nome artístico de MC Pink. Ela gravou uma música em homenagem ao pai, "Rap do Garrincha", mas abandonou a música para jogar bola. Lívia passou pelas categorias de base do Vasco, mas não seguiu carreira.