Herdeiros de Tom Veiga podem perder casa nos EUA por falta de pagamento

Carol Marques
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Em meio a uma disputa judicial pelos bens deixados por Tom Veiga, os herdeiros têm mais um problema para resolver. Eles podem perder um dos imóveis que o ator comprou em Orlando, nos Estados Unidos, por falta de pagamento. Adquirido no ano passado, o imóvel está com parcelas atrasadas há mais de seis meses. Em setembro, época em que ele se separou de Cybelle Hermínio após uma suposta agressão dela, Tom recebeu de sua contadora americana um aviso de que, se não quitasse a dívida, ficaria sem o bem.

A outra casa que havia comprado há alguns anos, em que moram Alessandra Veiga, e os filhos Adrian e Alícia, está paga, e já foi entregue à ex-mulher no acordo de divórcio que firmaram em 2018. Cybelle, que pleiteia na 3ª Vara Cível do Rio a permanência dela no testamento do intérprete do Louro José, e os quatro filhos dele, que contestam o testamento, não têm direito sobre este bem.

Em sua separação de Tom, Alessandra e ele dividiram as propriedades que compraram juntos, pois eram casados em comunhão total de bens. O sítio em Ibiúna, e a casa da Granja Viana, em Cotia, ambos no interior de São Paulo, além da de Orlando, entraram nesse acordo, que também está parado na Justiça após a morte dele.

Ainda no ano passado, Tom comprou um carro da marca Jaguar. Mas um mês depois devolveu o automóvel, pois não tinha pago nenhuma parcela ainda. Ficou com carros mais modestos, e um Jeep, modelo Compass. Este carro teria sido exigido por Cybelle paraassinar o divórcio. O automóvel custa cerca de R$ 150 mil, mas não estava no nome de Tom, e, sim, de sua empresa, a Camelo Produções Artísticas.

Era por esta empresa que Tom recebia o salário do “Mais você”, que chegou a R$ 150 mil por mês, entre contrato e merchandising. O valor caiu pela metade na renovação. “Ele sempre foi mão aberta, mas muito precavido. Ninguém sabe direito o que aconteceu para que, de alguns meses até sua morte, ele estivesse enrolado com dinheiro”, observa um amigo de longa data, que acompanhou alguns dos problemas financeiros de Tom nos últimos meses.

Um desses problemas pode ter sido justamente investimentos em negócios arriscados. “Ele pegou uma grana altíssima e investiu em Bitcoins. Era um bom dinheiro, coisa de seis dígitos. Mas não sabemos o que deu isso”, revela o amigo.

Parte desse investimento, cerca de R$ 200 mil, teria sido dado a Cybelle para que ela reinvestisse. Por mês, Tom teria dito que ela “fazia R$ 20 mil” com o montante. “É provável que ela continue recebendo os lucros desse dinheiro investido. Ninguém sabe o que aconteceu”, especula a fonte.

Juiz quer processos na mesma vara

Desde dezembro de 2020, corre na 1ª Vara de Família do Rio de Janeiro, um processo aberto pelos filhos e herdeiros naturais de Tom Veiga, alguns com representantes legais por serem menores, contra Cybelle Hermínio da Costa. Eles pedem a anulação do testamento que o ator fez em 23 de dezembro, num cartório da Barra da Tijuca, com a presença de duas testemunhas.

No documento, ele nomeou a terceira mulher como sua testamenteira e deu a ela 50% de tudo o que tinha. Um mês depois, os dois se casaram numa cerimônia religiosa, comandada por um pastor. Cybelle também entrou com uma ação para contestar o pedido de anulação e fazer válida a vontade do marido naquela época.

Em áudios recebidos pelo Extra, na ultima segunda-feira, 5, Tom diz a um amigo que deseja tirar o nome de Cybelle do documento e pede que ele seja sua testemiunha quando fosse ao cartório para refazer o testamento. A conversa aconteceu três dias antes de Tom ser encontrado morto em sua casa, alugada, no Recreio dos Bandeirantes.

O juiz da 1ª Vara requisitou à 3ª que o processo de Cybelle, aberto em 12 de março, seja encaminhado para ele, pois entende que ambos são atrelados e devem ser julgados num mesmo tribunal. Nos últimos dias, ambos os processos não tiveram movimentação.