#Hexa10anos: 'Aquele título foi a cara do Flamengo', afirma Leo Moura

Diogo Dantas
Léo Moura em ação pelo Flamengo

Aos 41 anos, Léo Moura construiu uma trajetória marcada por títulos ao longo de dez anos de Flamengo. Entre 2005 e 2015, foram mais de 500 jogos, mas a temporada mais intensa sem dúvida foi 2009, ano do hexacampeonato.

Naquele ano, o moicano viveu altos e baixos, e conviveu com situações conturbadas dentro e fora de campo, mas que terminaram com partidas e gols importantes que ajudaram na conquista.

- O que mais marcou foi o poder de superação e recuperação do grupo. Aquele título foi a cara do Flamengo - resume.

 

Léo Moura marcou quatro gols em 32 jogos na edição do torneio. Um deles inesquecível, contra o Náutico, antes da arrancada pelo título, que levou-o a xingar a torcida que o vaiava. Nos jogos seguintes, veio a reconciliação.

 

Palavra essa que custou a se manter no ambiente daquele time. As divergências, porém, eram aparadas pelos mais experientes, como Léo Moura, que pedia foco nas vitórias para conseguir superar o início de campeonato ruim.

- Não digo que o ambiente era conturbado, mas aos poucos fomos superando essas pequenas diferenças e concentrando em um único objetivo, que era tirar o Flamengo de uma fila que vinha desde 1992 - lembra.

 

Para isso Léo Moura superou até o término de seu noivado com a cantora Perlla. Em campo, os salários em atraso eram realidade constante, além da falta de estrutura do clube. A qualidade da equipe, segundo o jogador, fez a diferença.

- Era um time tecnicamente muito bom e com figuras muito importantes. Vários jogadores de personalidade e com liderança. Além disso, foi muito importante o papel da diretoria, principalmente do Marcos Braz (vice de futebol).

 

Quando o hexa estava mais próximo, o time inteiro relaxou. Na véspera do jogo com o Grêmio, a delegação se concentrou na Granja Comary, em Teresópolis. Com mau tempo, a equipe foi para o ginásio e nem houve treino. Apenas bobinho, basquete e bate-papo.