Hillary Clinton apoia Biden na disputa presidencial dos EUA

(Arquivo) Joe R. Biden e Hillary Clinton em Washington em 8 de dezembro de 2016

Hillary Clinton, ex-chefe da diplomacia americana e ex-candidata democrata à Presidência, derrotada em 2016, expressou nesta terça-feira (28) seu apoio a Joe Biden em sua disputa com Donald Trump para chegar à Casa Branca.

"Quero somar a minha voz às muitas que têm te apoiado para ser nosso presidente", disse Hillary em uma reunião virtual com Biden, de quem foi colega no Senado e no primeiro mandato de Barack Obama, quando ela foi secretária de Estado.

O apoio é manifestado no momento em que a campanha do democrata enfrenta alegações de abuso sexual por uma funcionária de seu gabinete quando Biden foi senador na década de 1990.

Biden, 77 anos, ainda não é o candidato oficial ao Partido Democrata, dependendo da escolha na Convenção Nacional, adiada para agosto pelo coronavírus.

No entanto, ele já conta apoio como o do ex-presidente Barack Obama, o apoio de seu rival nas primárias, Bernie Sanders, e o apoio da líder democrata da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi.

"Para mim, é um momento em que precisamos de um líder como Joe Biden", enfatizou Clinton no comício virtual, referindo-se à situação nos Estados Unidos, que registra mais de um milhão de casos confirmados de coronavírus, que paralisaram sociedade e economia e alimentaram o desemprego. "Gostaria que você fosse presidente agora", acrescentou.

Biden foi vice-presidente de Obama (2009-2017) e Hillary Clinton liderou a diplomacia americana (2009-2013) em seu primeiro mandato.

- A ameaça de uma acusação -

Clinton elogiou a carreira de Biden e enfatizou como seria diferente passar por uma crise como uma pandemia com um presidente que "ouve os fatos científicos".

"Acho que isso implicaria que teríamos um presidente de verdade, não alguém que desempenha um papel da televisão", afirmou Clinton em uma crítica a Trump e seu passado como apresentador de reality shows.

Na sessão, um apresentador leu uma pergunta enviada virtualmente que levantou a situação de mulheres agredidas durante o confinamento obrigatório, à qual Biden respondeu com um plano para fornecer proteção às vítimas.

No comício, Biden também se manifestou fortemente a favor do aborto como uma questão de "saúde pública".

"Esta eleição é um plebiscito sobre o futuro que queremos como país", afirmou Clinton.

A equipe de campanha de Trump recebeu este anúncio fazendo referências às acusações de Tara Reade e criticou "a concentração da institucionalidade do Partido Democrata".

Vários meios de comunicação dos EUA relataram o caso Read, que a equipe da campanha de Biden negou.

Há um ano, Reade fazia parte de um grupo de mulheres que acusava Biden de comportamento inapropriado e desrespeitoso em relação a elas, mas depois não mencionaram a agressão.

Em março, Reade reportou em um podcast que o então senador a assediava sexualmente e que a agrediu.

Dois terços dos americanos (67%) esperam que as eleições de novembro sejam "perturbadas" pela crise do coronavírus, segundo uma pesquisa da Pew divulgada terça-feira.

A pesquisa constatou que sete em cada dez americanos disseram ser a favor do voto por correio para todos que o desejavam, enquanto 52% desejam que todas as eleições sejam realizadas pelo correio.

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