A história dos nossos costumes em uma aula sobre coquetelaria no Rio Gastronomia

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A aula "A evolução da coquetelaria", com Jonas Aisengart, do Quartinho e do Pope, e Anderson Santos, do Liz Cocktails, no Auditório Santander, foi uma oportunidade de aprender sobre a história da coquetelaria, com foco na cena brasileira, principalmente no Rio de Janeiro. Se demoramos a nos adaptar aos amargos e somos fãs de uma espuma, isso não é à toa. Os dois conversaram com o públicco nesta sexta-feira (dia 17) no Rio Gastronomia.

— A coquetelaria no Rio aconteceu por muito tempo em barracas de batidas e caipirinhas, com muitas garrafas coloridas e creme de leite — disse Jonas, voltando no tempo para o início dos anos 2000. — Acho que até por isso temos um paladar bastante doce.

Outra tendência que foi resgatada do passado são os coquetéis engarrafados. Eles surgiram logo após a Segunda Guerra Mundial, para facilitar a vida da população, e voltaram com força, principalmente com a adversidade da pandemia.

Anderson reforçou a importância da indústria de audiovisual quando o assunto é botar novidades na praça.

— Temos o dry martini do 007, o Cosmopolitan, do Sex and the City, e o filme Cocktail, com Tom Cruise, que popularizou a profissão — contou.

Para amaciar o encontro, cada um trouxe um coquetel autoral do bar para degustação. Do Liz, veio o Madame Geneva, com gim, saquê e yuzu, um limão japonês bastante ácido.

O drinque escolhido para representar o Quartinho foi o Mdmate, com chá misto de erva mate e capim limão, xarope de hortelã artesanal, suco de limão e rum ouro.

— O Rio tem uma ligação muito forte com o mate, já virou uma combinação clássica da cidade — constatou Jonas.

Ainda sobre o comportamento carioca de beber, o gim tônica e o Moscow Mule entraram na berlinda. Da família dos high balls, o gim tônica perdeu a elegância do copo longo para a roupa do dia a dia da taça balonê. Além disso, muitas vezes o que que brilhava pela simplicidade acaba ganhando alegorias demais, deixando a receita original em segundo plano.

Com o Moscow Mule, idem. A receita original não leva espuma. A criação do Bartender brasileiro Marcelo Serrano, há uma década, passou a ser regra por aqui e anda conquistando plateia lá fora.

— A gente só está falando isso para você perdoar o próximo bartender que te servir o drinque sem espuma — brincou Jonas.— E também para vocês pararem de pedir para serem surpreendidos pelo bartender. É muito cruel ter que surpreender alguém que você conheceu há cinco minutos — completou Anderson, no clima bem humorado da aula.

Já comprou o seu ingresso?

As entradas custam R$ 55 (sex, ou R$ 27,50, a meia) e R$ 65 (sáb e dom, ou R$ 32,50, a meia) e estão à venda pelo site ingressocerto.com/riogastronomia. Crianças de até 10 anos não pagam. Roda-gigante: R$ 15 (individual) e R$ 50 (para quatro pessoas).

Desconto:

Outra opção é o ingresso solidário Mesa Brasil Sesc RJ com 30% de desconto, fazendo uma doação de R$ 10 ou R$ 5 revertida em alimentos para o projeto. Na compra do ingresso para um dia, assinantes O GLOBO ganham uma 2ª entrada. Mais informações sobre descontos para assinantes do GLOBO e Valor Econômico, alunos Senac RJ e clientes Santander estão no riogastronomia.com.

Cuidado redobrado:

Os protocolos sanitários das autoridades de saúde serão seguidos. Será exigido o passaporte da vacina, com documento de identificação.

Onde:

Jockey Club Brasileiro. Praça Santos Dumont 31, Gávea.

Horários:

Sex, das 14h à meia-noite. Sáb, do meio-dia à meia-noite. Dom, do meio-dia às 23h. Até 19 de dezembro.

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