História de Leila Cravo, encontrada inconsciente na rua, é contada em podcast de true crime narrado por Leandra Leal

Leila Cravo, atriz e apresentadora de sucesso dos anos 1970, foi encontrada inconsciente em novembro de 1975 nua e com escoriações pelo corpo no Rio de Janeiro. A narrativa que veio a público foi a de que ela mesma teria saltado da varanda da suíte presidencial de um glamouroso motel carioca. Com uma abordagem inédita dos fatos, o Globoplay disponibiliza o podcast "Leila" nesta sexta-feira (29).

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A trama investigativa tem autoria de Daniel Pech e participação de Sara Stopazzolli na construção do roteiro. A narração fica sob responsabilidade de Leandra Leal e os episódios tem a presença de Ana Júlia, neta de Leila. Todos os episódios já estão disponíveis.

Leila sobreviveu àquela noite e, apesar disso, sua versão da história não foi repercutida, acarretando danos psicológicos à vítima que foi julgada por toda a vida.

— Dar voz à Leila é o mais importante desse projeto. Foi o que nos motivou em primeiro lugar. Fico muito satisfeito que a gente tenha conseguido, depois de décadas de silenciamento, fazer a versão da Leila chegar ao grande público. Durante o processo de feitura do podcast, foi possível perceber como colegas, amigas e, principalmente, a filha e a neta da Leila, estavam felizes com a ideia de que os fatos que apuramos viessem à luz e as pessoas tivessem conhecimento da verdade — diz Daniel Pech.

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A produção do podcast ganhou corpo em 2020, a partir da autorização da Leila, que desejava ter a sua versão dos fatos publicada. Em agosto do mesmo ano, ela faleceu e o projeto foi interrompido por um período, sendo retomado em março de 2021 em conjunto com Tathiana Cravo, filha de Leila.

— Quando o podcast apareceu no meu caminho, senti como se fosse limpar essa história. Vi a chance de poder trazer a versão da minha mãe, de tudo que ela foi obrigada a manter calada durante todos esses anos de sua vida. Foi um assunto que ficou engavetado no subconsciente de cada um dos envolvidos. Então, para mim está sendo como uma libertação. Embora já tenha falecido parte da família e as pessoas mais próximas envolvidas no caso, agora minha mãe vai ser ouvida, através de outras vozes — avalia Tathiana.

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