Histórias por trás dos números: na culinária, uma celebração à vida

Gabriela Oliva*
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A cozinheira, de 68 anos, morreu há duas semanas, vítima da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

“Tudo o que acontece de ruim é para melhorar” foi a frase que Rosa Maria Dias, de 68 anos, compartilhou durante a vida. A moradora de Belford Roxo era conhecida pelas comidas temperadas, os conselhos amigos e seu coração de manteiga — que conquistou quem a conheceu. A cozinheira morreu há duas semanas, vítima da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

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— Ela era atualizada, me incentivava a seguir os meus ideais. Era uma mulher à frente do seu tempo, sempre disposta a ajudar — diz a neta Samara Chaves, de 20 anos.

Fã de Zeca Pagodinho e Roberto Carlos, Rosa adorava aproveitar o tempo cozinhando para as pessoas queridas, principalmente seus amigos e familiares. Suas especialidades eram carne assada e bolinho de vagem, os preferidos dos três netos. Como hobby, adorava fazer crochê e experimentar novas técnicas de costura. Vaidosa, adorava vestir vermelho e usar conjuntos, sempre de cores iguais, mantendo uma aparência simples e elegante.

Era amada pelo seu companheiro Osório Pereira, seu filho Fernando Chaves e seus netos Samara, Lucas e Felipe Chaves.

*Estagiária, sob supervisão de Renan Damasceno

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