Historiador russo que esquartejou namorada é condenado a 12 anos de prisão

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O professor de história russo Oleg Sokolov

O historiador russo Oleg Sokolov foi condenado a 12 anos e meio de prisão em São Petersburgo nesta sexta-feira (25) por matar e esquartejar sua companheira, um caso que reabriu o debate sobre violência doméstica na Rússia.

Sokolov "estava totalmente ciente de suas ações no momento do crime", disse a juíza Yulia Maksimenko ao proferir o veredicto em um tribunal da antiga capital imperial russa.

A defesa do professor de História proclamou seu "descontentamento" com a sentença, pois não se pronunciou sobre um possível recurso.

Sokolov foi detido em 10 de novembro de 2019. Ele se declarou culpado e foi julgado desde o início de junho por assassinato e posse de armas.

A polícia o capturou no rio Moika embriagado e encontrou em sua mochila dois braços de mulher e uma arma. Outros fragmentos do corpo da vítima foram encontrados posteriormente em outro riacho.

O historiador de 63 anos, um especialista em Napoleão da Universidade Estatal de São Petersburgo, rapidamente confessou ter matado e esquartejado uma de suas ex-alunas, Anastassia Echtchenko, de 24 anos, com quem compartilhava sua vida.

Ele alegou ter cometido o assassinato por acidente ao atirar nela para "pôr fim a uma avalanche de insultos" durante uma discussão, segundo a agência de notícias Ria Novosti. Os advogados da vítima, porém, disseram que ele premeditou seu ato.

A promotoria russa solicitou 15 anos de prisão contra ele.

A conceituada Universidade Estatal de São Petersburgo foi questionada por sua falta de ação, uma vez que Sokolov já havia sido acusado de violência em 2008.

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