Hoje danificado, Palácio da Alvorada passou por reforma de R$ 18 milhões no primeiro governo Lula

O Palácio da Alvorada passou por uma extensa reforma de R$ 18 milhões no primeiro governo Lula. Mais de uma década depois, a residência oficial do presidente da República acumula uma série de problemas de conservação como infiltrações, janelas quebradas, danos em tapetes e sofás rasgados, segundo a primeira-dama Janja Lula da Silva.

A reforma foi concluída em abril de 2006 e durou cerca de um ano e três meses. Antes das obras começarem, em outubro de 2004, Lula e a primeira-dama Marisa Letícia se mudaram para a Granja do Torto, onde passaram a morar.

Parte da reforma, no valor de R$ 18 milhões, foram pagos por 20 empresário ligados a Associação Brasileira de Indústria de Base. A reforma da capela do Palácio ficou a cargo do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN), que custou R$ 250 mil.

Na época, as obras contemplaram a reforma da rede elétrica, e a instalação de um sistema de ar condicionado central. Alterações também foram feitas nos banheiros do palácio.

Infiltração, janela quebrada, sofá rasgado

A primeira-dama Janja Lula da Silva abriu pela primeira vez o Palácio da Alvorada após a saída do ex-presidente Jair Bolsonaro e mostrou os problemas de conservação no local, residência do presidente da República, como exibiu a GloboNews. Há infiltrações, janelas quebradas, danos em tapetes e sofás rasgados, por exemplo.

À jornalista Natuza Nery, que acompanhou a visita, Janja também relatou que peças históricas, como esculturas e quadros, foram mudadas de lugar. Uma pintura foi retirada da biblioteca, onde foram instalados equipamentos para a transmissão das lives de Bolsonaro, e colocada em outro local, onde, por conta da exposição ao sol, acabou desbotando, o que forçará um trabalho de restauração.

— Até o piso está muito deteriorado, não teve cuidado, não teve manutenção — lamentou a primeira-dama, apontando em seguida para uma imagem sacra do século XIX deixada no chão.

Em alguns cômodos, foram encontrados pertences dos antigos ocupantes do palácio, como peças de roupa de Michelle Bolsonaro, mulher do ex-presidente. Em outros, como numa sala de estar, não havia móvel algum.

— Ainda não sei dizer o que aconteceu. Se os móveis que estavam aqui eram de propriedade da família e foram levados. Mas possivelmente antes havia móveis. Preciso saber onde estão, em que estado estão. Estamos fazendo esse levantamento — detalhou Janja, acrescentando que não foram encontrados, até agora, registros dos itens do Alvorada por ventura movidos ou retirados do palácio.