Hoje DJ e drag queen, ex-integrante da boy band P9 revela que foi proibido por empresária de 'sair do armário'

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Foto: Thiago Lontra

Em 2012, na esteira do sucesso mundial do One Direction, foi lançada no Brasil a boy band P9. Formada por quatro jovens rapazes, o grupo emplacou sucessos, fez parte da trilha sonora das novelas das nove "Salve Jorge" e "Amor à vida", bateu recordes de visualizações no YouTube, e também pode ser visto em vários programas de TV. Entre seus integrantes, estava Guilherme ST, que permaneceu até 2015, quando a banda terminou. Em entrevista, ele contou que foi proibido por uma das empresárias de "sair do armário".

"Vieram conversar comigo porque eu já tinha dito para eles que era gay. Na época, minha família já sabia e alguns conflitos tinham acontecido. Fui expulso de casa muito novo e vim para o Rio tentar a vida como artista. Uma empresária da banda me disse que não seria legal eu me assumir publicamente, porque eu estaria colocando os outros meninos no alvo e ia acabar prejudicando não só a mim como a eles também. Falaram que a banda estava no início e que não entenderiam minha atitude. Hoje, eu falaria com certeza, mas com 15, 16 anos, eu fiquei receoso", contou Guilherme em entrevista ao canal Pheeno, no YouTube.

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Com o fim da P9, Guilherme ST se reinventou. Depois de passar por uma crise de depressão e ansiedade e procurar ajuda médica, como ele mesmo relatou, retomou a carreira, e desta vez como DJ e draq queen, em 2019. "Passei um tempo tentanto me reconectar com a vontade de ser artista", disse. A reinvenção aconteceu também no campo do desejo: "Hoje não me considero só homossexual, sou pansexual".