'Hoje estamos sepultando um dos maiores expoentes da paz dessa cidade', diz amigo de advogado morto

Parentes, amigos e colegas de trabalho do advogado Victor Stephen Coelho Pereira, de 27 anos, estão na manhã desta segunda-feira no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, na Região Portuária do Rio, para acompanhar o velório e o sepultamento do corpo do rapaz. Ele foi assassinado na Praça da República, no Centro do Rio, entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado (23). Muitos dos amigos vestem a camisa do Flamengo, time do coração de Victor. A mãe, o pai e os dois irmãos do advogado são consolados o tempo todo por colegas do rapaz.

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Bacharel em Direito, João Chamarelli, de 36 anos, conta que se conheceram na faculdade e que foram colegas de Diretório Acadêmico. Ele diz que o amigo era “um pacificador e seria um expoente da paz na cidade”.

Victor se formou em 2020 pela Universidade Candido Mendes. Além do trabalho em um escritório, ele planejava publicar o trabalho de encerramento de curso.

— Fomos amigos e nos conhecemos na Universidade Candido Mendes. Durante cinco anos cursamos Direito, compomos o mesmo Diretório Acadêmico. Ele era um sujeito amável, gentil, tranquilo e pacificador, como costumamos dizer na faculdade. Ele era muito simples, raro caso de unanimidade. O seu TCC era sobre os conflitos humanitários. Um dos seus maiores exemplos era o (diplomata Sérgio) Vieira de Melo, assassinado em Bagdá (em 2003). Ele era sempre respeitoso e respeitado. A família está devastada — diz Chamarelli.

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O bacharel critica a falta de segurança no Centro do Rio, principalmente depois da pandemia.

— O Centro do Rio vive uma completa vulnerabilidade. Um abandono advento da pandemia, já que vários prédios foram esvaziados. Sentimos falta de uma intensificação da segurança pública. Perguntamos até quando.

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Sobre o assassinato, João Chamarelli conta que Victor voltava para casa quando foi atacado.

— A notícia que temos é que ele saiu do escritório e foi se encontrar com uns amigos. Era prática nossa às sextas-feiras. A festa me parece que era nas imediações da Praça Tiradentes. E no final, ele teria andado sozinho rumo à casa dele. Hoje estamos sepultando o que, vocês podem ter certeza, seria um dos maiores expoentes da paz dessa cidade.

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