Holiday pede impugnação da candidatura de Ciro por 'falas racistas'

Vereador Fernando Holiday baseia pedido de impugnação da candidatura de Ciro em processo movido contra o ex-ministro por falas feitas em 2018. (Foto: Flávio Corvello/Futura Press)
Vereador Fernando Holiday baseia pedido de impugnação da candidatura de Ciro em processo movido contra o ex-ministro por falas feitas em 2018. (Foto: Flávio Corvello/Futura Press)

O vereador de São Paulo e pré-candidato a deputado federal Fernando Holiday (Novo) apresentou, nesta terça-feira, 9, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), um pedido de impugnação da candidatura de Ciro Gomes (PDT) à Presidência.

Segundo o parlamentar, o registro do ex-governador do Ceará é “antagônico à legislação". O pedido de Holiday decorre de uma condenação em primeira instância dada a Ciro por "falas racistas". O vereador também pediu, em outra ação, que a Corte investigue o ex-ministro por abuso.

O caso mencionado por Holiday ocorreu em 2018, quando, em entrevista à rádio Jovem Pan, Ciro chamou o vereador de “capitãozinho do mato” pelo posicionamento contrário do parlamentar, que é negro, à pautas defendidas pelo movimento negro organizado. O presidenciável voltou a repetir a alcunha em 2019, em nova entrevista ao veículo de comunicação.

"A pior coisa que tem é o negro que é usado pelo preconceito para estigmatizar, que era o capitão do mato no passado", afirmou Ciro, na época. Holiday também já foi alvo de contestação por lideranças do movimento negro.

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Segundo o vereador, Ciro Gomes cometeu “um dos crimes mais deploráveis: reduziu um homem pela cor de sua pele. É inconcebível a possibilidade de seu registro de candidatura", diz no documento.

O argumento de Holiday é de que a condenação de Ciro, em primeira instância, é suficiente para torná-lo inelegível, porque "a vida pregressa dele macula, notoriamente, a moralidade".

A Lei da Ficha Limpa considera inelegíveis os candidatos que tiverem condenações definitivas, quando as cortes em que as decisões são proferidas por mais de um juiz.

O caso de Ciro não se enquadra na regra, já que a condenação dele foi apenas na primeira instância.