Chefe de agência ambiental dos EUA reitera preferir saída do Acordo de Paris

Washington, 14 abr (EFE).- O diretor da Agência de Proteção Meio Ambiental (EPA) dos Estados Unidos, Scott Pruitt, reafirmou nesta sexta-feira preferir que o país deixe o histórico Acordo de Paris sobre mudança climática, que entrou em vigor no final de 2016 e foi ratificado pelo governo de Barack Obama.

"Paris é algo que devemos analisar minuciosamente. É algo do qual devemos sair, em minha opinião", afirmou Pruitt em uma entrevista com a cadeia Fox divulgada hoje.

Até agora Pruitt, um cético da mudança climática, tinha dito que tratava-se de " um mal acordo " mas nunca tinha chegado a advogar pela saída do pacto, uma promessa eleitoral do presidente de EE.UU., Donald Trump, sobre a que seu gabinete está dividido.

"É um acordo ruim para os EUA", reiterou Pruitt em entrevista ao canal "Fox News", alegando que "China e Índia não têm obrigações sob o acordo até 2030", enquanto seu país "assumiu todos os custos" desde o princípio.

Os principais assessores de Trump se reunirão na próxima semana para tentar decidir se os EUA devem ou não abandonar o Acordo de Paris, assinado por quase 200 países, conforme disseram fontes governamentais ao portal "Politico".

Pruitt e o chefe de estratégia de Trump, Steve Bannon, apostam na saída do pacto, enquanto o genro e assessor do presidente, Jared Kushner, e o secretário de Estado, Rex Tillerson, são a favor da permanência, ainda segundo o portal.

A reunião, prevista para terça-feira, embora a data não esteja confirmada, terá também a presença do secretário de Energia, Rick Perry.

Em 28 de março, Trump assinou um decreto com o qual busca a independência energética do país e a criação de empregos, particularmente na indústria do carvão, desmantelando o legado contra a mudança climática de seu antecessor na Casa Branca, Barack Obama.

Este decreto não menciona o Acordo de Paris sobre a mudança climática, que estabelece medidas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, foi redigido em 2015 e entrou em vigor no final do ano passado.

Durante a campanha eleitoral, Trump prometeu tirar os EUA do Acordo de Paris e chegou a dizer que a ameaça da mudança climática era uma "invenção" da China. EFE