Homem é demitido após usar 'fantasia' de ex-goleiro Bruno

·2 min de leitura

Um tatuador foi demitido em Manaus após aparecer usando uma fantasia que fazia alusão ao assassinato de Eliza Samudio, cometido pelo goleiro Bruno. Na imagem publicada pela casa de shows “Porão do Alemão”, na capital amazonense, o homem aparece vestido com uma camisa do Flamengo com o nome de Bruno e segurando um saco de lixo com o nome de Eliza. A empresa que divulgou a imagem apagou a publicação e se desculpou pelo acontecido.

Após a repercussão da foto, o estúdio "El Cartel Tatuaria" anunciou nas redes sociais que identificou o homem da foto como um de seus colaboradores e resolveu demiti-lo. Ele era um dos sócios da empresa, mas a parceria foi desfeita, segundo o estúdio de tatuagem. A foto foi tirada durante uma festa de Halloween e, mais tarde, o “Porão do Alemão” publicou um vídeo afirmando que não compactua com qualquer tipo de violência. No vídeo, a mulher que se diz responsável pelas redes sociais afirmou que, na ocasião da publicação, a gestão das redes da empresa estava sob o comando de um estagiário de 20 anos que teria sido afastado. Ela afirma ainda que o homem que vestia a fantasia foi retirado do local assim que identificado.

O delegado João Tayah, da Polícia Civil do Amazonas, foi às redes sociais para alertar sobre o artigo 287 do Código Penal, que assegura ser crime “fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime", com pena de "detenção, de três a seis meses, ou multa".

Bruno Fernandes, assassino de Eliza, mora em Cabo Frio, na Região dos Lagos e deve cerca de R$ 3 milhões em pensão para Bruninho, o filho que teve com a modelo assassinada. O garoto, hoje com 11 anos, vive com os avós e estuda com bolsa integral em uma das melhores escolas de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Apesar da dívida, o goleiro Bruno comprou um carro do modelo Kia Sorento, no valor de R$ 80 mil. A loja que vendeu o carro para Bruno fez questão de postar uma foto dele com a esposa, Ingrid Calheiros, e a filha nas redes sociais, mas apagou logo em seguida.

Segundo a mãe de Eliza, Sônia Moura, Bruninho e sua família vivem da renda de seu esposo, que é tapeceiro. No começo do ano, os gastos com uniforme e livros do neto para a escola podem chegar a R$ 2 mil. Segundo ela, suas tentativas de citar Bruno no processo de pensão têm sido frustradas:

— Até hoje não sei como não o encontram. Ele está jogando num time amador, tem endereço fixo, e todo mês tem que se apresentar em juízo. Como pode? — diz ela, ainda abalada com o caso do homem que se “fantasiou” de goleiro Bruno no Halloween.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos