Homem é preso depois de atirar na embaixada de Cuba nos EUA

Embaixada de Cuba em Washington

Um homem foi preso na madrugada desta quinta-feira (30) depois de abrir fogo contra a embaixada cubana em Washington, informou o Serviço Secreto. Havana espera uma investigação do ocorrido.

O homem, que não foi identificado, disparou várias balas com, segundo a imprensa local, um poderoso fuzil de assalto.

"Esta madrugada, por volta das 2h15, oficiais do Serviço Secreto dos Estados Unidos foram à Embaixada de Cuba depois de relatos de tiros", informou a agência de segurança em comunicado.

"Um indivíduo foi preso por posse de arma de fogo e munição não registrada, por agressão com intenção de matar e posse de um dispositivo de recarga de alta capacidade", acrescentou.

"Não foram reportados feridos no local".

Por sua vez, o governo cubano "aguarda a investigação correspondente das autoridades americanas sobre a identidade e motivações do autor dessa agressão, bem como sobre as circunstâncias que cercam o ato", afirmou o ministério das Relações Exteriores de Havana em comunicado.

Cuba confirmou que seu pessoal está seguro, mas que o prédio foi danificado devido ao impacto dos disparos. E garantiu que o Departamento de Estado está ciente do que aconteceu.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, falou no Twitter sobre "agressão armada" e disse que "é obrigação dos Estados proteger os diplomatas credenciados e suas instalações".

A polícia de Washington confirmou o incidente, mas disse que as investigações eram conduzidas pelo Serviço Secreto, que geralmente realiza investigações envolvendo diplomatas estrangeiros.

Segundo a imprensa local, o homem preso disparou cerca de 30 tiros.

O governo de Donald Trump congelou as relações com Cuba após a reabertura das embaixadas promovida por seu antecessor Barack Obama, que acabou com meio século de inimizade.

Em outubro de 2017, o governo Trump expulsou 15 diplomatas cubanos após uma série de incidentes, incluindo dores de cabeça e perda auditiva sofridos pelo pessoal diplomático dos EUA em sua legação em Havana.