Homem é preso com faca e soco inglês durante ato pró-governo em Copacabana

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RIO - Policiais militares do programa Copacabana Presente prenderam em flagrante um homem que portava uma faca, um soco inglês e materiais usados para fabricar coquetel molotov durante ato a favor do presidente Jair Bolsonaro na manhã desta terça-feira, no Rio. Ele foi detido na Rua Bolívar após agentes suspeitarem do grande volume da roupa do rapaz, que poderia estar escondendo algo.

Estudante de gastronomia, Eduardo Napoleão Richer Filho, de 20 anos, relatou às autoridades que havia combinado de encontrar dois amigos para irem juntos à manifestação contra o governo no Centro da cidade. Morador do Leblon, ele explicou que os colegas se atrasaram, e ele resolveu caminhar pelo bairro.

O jovem justificou que portava a faca em um coldre preto, preso ao cinto, pois tinha costume de andar com a arma branca sempre que se sentia ameaçado. Com ele, também foi encontrada uma mochila com broches do revolucionário Che Guevara, um kit de primeiros socorros e uma máscara de Salvador Dalí, semelhante àquela da série espanhola La Casa de Papel, que seria usada apenas como adereço. Eduardo ainda afirmou que não é filiado a nenhum partido político.

Segundo registros policiais, o rapaz tem uma ocorrência por lesão corporal em 2017. Na ocasião, ele era menor de idade e estava no colégio.

O perfil da Operação Segurança Presente, no Twitter, informou que o rapaz foi conduzido à 13ª DP (Ipanema). Até o meio da tarde, ele ainda não havia sido liberado.

"Os agentes da operação suspeitaram do homem que estava com um grande volume na roupa e após a abordagem flagraram os objetos além de uma máscara de Salvador Dalí. O homem foi preso e conduzido para a 13ª delegacia", publicou o perfil.

O GLOBO tenta contato com a defesa de Eduardo. O espaço segue aberto a manifestação.

Ato em Copacabana

No Rio, o protesto contou com pelo menos oitos carros de som entre os postos 4 e 5 de Copacabana. Faixas estendidas nos carros e carregadas pelos manifestantes pediam o fechamento do STF, a garantia “da liberdade do povo” e o voto impresso.

Além disso, os participantes se posicionaram contra a CPI da Covid, que vem pressionando Bolsonaro com supostas denúncias de corrupção no Ministério da Saúde, e classificaram a comissão como uma “mentira” e “safadeza”.

O apoio a uma intervenção militar é pauta de uma minoria no país. Pesquisas mostram que mais de 70% dos brasileiros defendem a democracia.

Nos carros de som, tocaram músicas como "Aquarela do Brasil", "Aquele abraço" e "Brasileirinho", adaptações de funks e também canções que exaltam Bolsonaro e criticam as últimas gestões do PT na presidência do país.

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