Homem é preso por cortar garganta da companheira na Zona Norte do Rio

Policiais da 38ª DP (Brás de Pina) prenderam, nesta terça-feira, Adriano Quirino da Silva, de 31 anos. Ele estava com a prisão temporária decretada pela Justiça por suspeita de tentar matar a companheira e garçonete Stephanny Ferreira do Carmo, de 25, ao cortar sua garganta. O crime ocorreu na madrugada do 1º de janeiro, pouco depois da passagem de ano, na Cidade Alta, na Zona Norte do Rio. A vítima está internada em estado grave no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.

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De acordo com o delegado Fábio Asty, da 38ª DP, o crime aconteceu por volta das 4h do dia 1º de janeiro. Adriano teria visto a vítima celebrando o réveillon com amigos em uma praça. Por isso, ele a teria agredido com socos, após uma discussão. O casal então foi para o apartamento onde mora, na Cidade Alta. Lá, o suspeito teria atacado a mulher com golpes de faca.

— Eles discutiram na rua. Em casa, quando ela foi tomar banho, ele a agrediu, cortou a garganta da minha filha e fugiu. Ensanguentada, ela enrolou a toalha no corpo, desceu três andares de escada, caminhou uns 200 metros, até um taxista socorrê-la e levá-la ao Hospital — disse Ronaldo Souza, pai de Stephanny, em entrevista ao Extra, nesta segunda-feira.

A polícia esteve no hospital, onde falou com pessoas ligadas à garçonete. Logo depois, um pedido de prisão foi solicitado ao juiz de plantão no Tribunal de Justiça do Rio de janeiro. Após a decretação da prisão temporária do suspeito, Adriano foi localizado pelos agentes da 38ª DP em Brás de Pina.

Ao ser interrogado na delegacia, ele confessou a autoria da tentativa de feminicídio, que teria sido motivada por ciúmes. Caso seja julgado e condenado, Adriano estará sujeito a uma pena que pode chegar a 30 anos de prisão.

Segundo a família, Stephanny e Adriano se conheceram no local em que trabalhavam, um restaurante em Vila Valqueire, na Zona Oeste, onde ela é caixa e ele, garçom. No entanto, o namorado teria trocado de emprego após anunciar o relacionamento — há cerca de um ano — e se transferido para um estabelecimento vizinho.

Apesar de não estar no apartamento no momento em que a mãe foi esfaqueada, o filho de Stephanny, de 5 anos, fruto de um relacionamento anterior, viu a mãe ensanguentada quando ela desceu as escadas, segundo o avô.

Procurada, a Secretaria estadual de Saúde disse, em nota, que "a paciente Stephanny Ferreira do Carmo apresenta quadro clínico grave".