Homem é processado por gritar palavras de protesto em Hong Kong

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Manifestantes marcham com falsa grade de prisão e fotos dos 47 ativistas pró-democracia detidos, em 19 de setembro de 2021, em Hong Kong (AFP/Peter PARKS)

Um homem de Hong Kong se declarou inocente nesta terça-feira (28) das acusações de incitar a secessão por gritar palavras de protesto, em um novo caso baseado em uma lei de segurança nacional, com a qual as autoridades tentam reprimir a dissidência na cidade.

A China impôs a lei de segurança nacional no ano passado em resposta aos grandes protestos pró-democracia de 2019. Isso deixou Hong Kong sujeita a restrições à liberdade de expressão similares às do território continental.

O primeiro julgamento baseado nessa lei em Hong Kong ocorreu em julho. Um homem foi condenado por terrorismo e secessão, após investir contra policiais com sua motocicleta enquanto agitava uma bandeira de protesto.

O julgamento de Ma Chun-man nesta semana é diferente, porém, porque as acusações não incluem ações violentas e giram em torno do que o réu disse.

Ma, um entregador de comida de 31 anos, é acusado de tentar separar Hong Kong da China, ao gritar palavras de ordem e mostrar cartazes, além de dar declarações à imprensa, em 20 manifestações entre agosto e novembro de 2020.

A maioria dos acusados de acordo com a lei de segurança nacional não tem direito à liberdade sob fiança. Ma está preso desde que foi detido há dez meses. Se for considerado culpado, pode ser condenado a até sete anos de prisão.

Ma deixou claro que pretende enfrentar a lei de segurança e pediu que outros protestassem contra seu uso, disseram os promotores.

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