Homem acusado de fraudar o Youtube em R$ 112 milhões, se declara culpado

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Homem acusado de fraudar o Youtube em R$ 112 milhões, se declara culpado. (Foto: Thomas Trutschel/Photothek via Getty Images)
Homem acusado de fraudar o Youtube em R$ 112 milhões, se declara culpado. (Foto: Thomas Trutschel/Photothek via Getty Images)
  • O golpe que envolvia lavagem de dinheiro e roubo de identidade;

  • Mesmo com o reconhecimento de culpa, o réu ainda pode pegar 25 anos de prisão;

  • Até agora, já foram apreendidos terrenos dois automóveis e R$ 5 milhões do acusado.

Durante um julgamento ocorrido nos Estados Unidos, um homem se declarou culpado da acusação de fraude aplicada contra o Youtube. Webster Batista Fernandez, 36, natural de Scottsdale, Arizona, teria arrecadado mais de R$ 112 milhões através do golpe virtual que envolvia lavagem de dinheiro e roubo de identidade.

Mesmo com o reconhecimento de culpa junto a confissão, que amenizou a pena, Fernandez ainda pode pegar 25 anos de prisão (com possibilidade de liberdade condicional depois de cinco anos) além de ser obrigado a pagar uma indenização de valor elevado. Até agora, já foram apreendidos terrenos no estado do Arizona, dois automóveis (incluindo um modelo da Tesla) e quase R$ 5 milhões diluído em várias contas bancárias do acusado.

Através do esquema, que começou em 2016, Webester ao lado do outro réu, Jose Terán, 38, de Doral, Flórida, teria lucrado por cima do Content ID, o mecanismo do YouTube que identifica os verdadeiros detentores de direitos autorais de uma música ou obra digital protegida, porém postada ou utilizada por outro usuário no serviço de vídeos. A partir dessa busca e comparação, os artistas ou uma gravadora podem receber parte da monetização baseada na visualização desses conteúdos.

A dupla criminosa percebeu que uma quantidade substancial de músicas que faziam sucesso no youtube ainda não tinham os direitos autorais ligados a um representante oficial. Uma empresa chamada MediaMuv, criada por eles em 2017, passou a tomar para si os créditos dessas canções via Content ID.

Para provar ao Youtube que a empresa de fato representava os artistas, de maioria latina, os criminosos fabricaram documentos falsos. Entre eles, arquivos que supostamente continham a gravação original das músicas, mas que na verdade não passavam de MP3 baixado do próprio site e convertido pelos responsáveis.

Uma ferramenta desenvolvida para vasculhar outras obras que ainda não tinham registro de copyrigh também era usada no golpe. Desta forma, a dupla arrecadou os US$ 23 milhões por meio do Content ID, até que o esquema foi desmascarado.

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