Homem agride mulheres trans com socos e água no rosto em SP

Homem agride mulheres trans com socos e água no rosto em SP - Foto: Reprodução/Globonews TV
Homem agride mulheres trans com socos e água no rosto em SP - Foto: Reprodução/Globonews TV
  • Imagens que circularam nas redes sociais mostram um homem agredindo mulheres transsexuais

  • As vítimas, que trabalham como garotas de programa, acusam o agressor de transfobia

  • SSP pede para que outras vítimas procurem a delegacia da região para denunciar o homem

Imagens que circularam na quinta-feira (9) nas redes sociais mostram um homem agredindo mulheres transsexuais com socos, xingamentos, ameaças e até jogando água no rosto delas na região da Saúde, Zona Sul de São Paulo. Uma delas teve um dente quebrado e hematomas pelo corpo.

As vítimas, que trabalham como garotas de programa, acusam o agressor de transfobia. O caso, no entanto, foi registrado apenas como lesão corporal. Segundo elas, o homem é morador da região.

Nas imagens que circulam pelas redes sociais, é possível observar um homem branco, vestindo camiseta e bermuda, perseguindo uma das vítimas. Ele desfere ao menos dois socos no rosto da mulher, que pede socorro.

“Chama a polícia, amiga”, grita a vítima. Segundo o G1, a mulher trans é Priscyla Rodrigues, de 26 anos. Ela aparece em um dos vídeos correndo, pedindo ajuda e tentando fugir do homem.

Ao jornal, Priscyla contou que foi uma amiga dela, também garota de programa e trans, quem gravou o vídeo na manhã de quinta-feira (9), na esquina da Alameda dos Quinimuras com a Avenida Irerê.

“Nessa quinta-feira, eu fui agredida por um homem. Ele me agrediu sem motivos e estou toda arranhada”, disse ela.

Segundo a vítima, ela decidiu postar o vídeo da agressão que sofreu nas suas redes sociais para expor a transfobia que as garotas trans sofrem nas ruas. “Fui uma das vítimas de transfobia”, disse Priscyla.

Lesão corporal

Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) votou a favor da determinação de criminalizar a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero. O crime prevê de 2 a 5 anos de prisão em regime fechado.

Porém, segundo o g1, as agressões foram registradas como lesão corporal no 27º Distrito Policial (DP), Campo Belo.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Polícia Civil investiga o caso inicialmente como lesão corporal.

Em nota, a SSP disse que a investigação analisará os vídeos para tentar identificar o agressor. Além disso, a pasta pede também para que outras vítimas procurem a delegacia da região para denunciar o homem.

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