Homem compra casa e descobre que foi onde seus antepassados foram escravizados, nos EUA

Ao pesquisar sobre o passado de sua família, o veretano da Força Aérea americana Fredrick Miller, de 56 anos, descobriu que uma casa comprada por ele há dois anos na Virgínia, EUA, é onde seus antepassados foram escravizados no século XIX. A informação veio como um choque, conforme ele relatou ao programa "60 Minutes", da "CBS News".

— Só queria um lugar para ter reuniões de família — disse Fred, que mora na Califórnia, mas foi criado perto da propriedade na Virgínia, adquirida para manter encontros com parentes que ainda moram na região.

Em maio de 2020, ele desembolsou cerca de US$ 220 mil (R$ 1 milhão).

O Washington Post informou que a família de Miller estava interessada em saber mais sobre seu passado e procurou a pesquisadora de genealogia Karice Luck-Brimmer. Documentos mostraram que Violet e David Miller, os pais da trisavó dele, Sarah, moravam a uma curta distância de Sharswood, uma antiga fazenda de 525 hectares.

Após a descoberta sobre a casa, a irmã de Miller, Karen Dixon-Rexroth, e seus primos, Sonya Womack-Miranda e Dexter Miller, continuaram a investigar e observaram que a família que operou a fazenda na época da escravidão também compartilhava o "Miller" como último nome — o escravizador foi identificado como N.C. Miller.

— Algo me levou a conhecer a história desse lugar — contou Karen. — Sabia que era um lugar antigo de 1800, então comecei a partir daí, olhando para os proprietários anteriores e também para quaisquer registros disponíveis on-line.

Foi averiguado ainda que há um cemitério dos escravizados, próximo do imóvel, na antiga fazenda de Sharswood.

— Foi de partir o coração, vou te dizer isso — afirmou Miller. — Desde a revelação... eu sei que quando os escravos trouxeram comida para a casa principal, eles subiram pelas escadas do porão. E há um desgaste distinto nas escadas do porão de anos e anos de circulação, de pessoas subindo essas escadas, eu estou pensando "Uau, este é o meu povo".

Fred compartilhou com o programa de TV que tem um sonho de restaurar bairros onde os escravizados viviam para conscientizar as pessoas sobre a história da escravidão nos EUA. Mas ele também destacou que gostaria que seus ancestrais tenham orgulho da família hoje.

— Só espero que de alguma forma ela (a trisavó Sarah) esteja olhando do céu, e finalmente abrindo um lindo sorriso — disse Fred ao Washington Post.

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