Homem é espancado até a morte no ES após garota de programa mentir que ele era estuprador

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Miguel foi espancado pelos moradores da cidade - Foto: Arquivo Pessoal
Miguel foi espancado pelos moradores da cidade - Foto: Arquivo Pessoal
  • Homem foi espancado após fazer programa com uma garota em Serra

  • Ela cobrou um valor superior ao combinado, eles discutiram e o rapaz jogou uma pedra em sua janela

  • A mulher o acusou de ser estuprador e juntou-se à população para agredi-lo

Um homem foi espancado até a morte na cidade de Serra, Espírito Santo, após ser acusado falsamente de estupro por uma garota de programa.

O caso aconteceu em junho, mas foi revelado somente nesta quinta-feira (28), quando a Polícia Civil informou ter prendido a mulher, Bruna Hoffman de 26 anos, e sua mãe, Lucineia Pereira da Silva, de 50, por envolvimento no crime.

De acordo com informações da TV Gazeta, afiliada da Globo na região, o episódio ocorreu após um programa realizado entre Bruna e a vítima, Miguel Inácio Santos Filho, de 49 anos.

O delegado responsável pelo caso, Daniel Fortes explicou que as partes haviam combinado um valor pelo programa, mas, após o ato sexual, houve desacordo, com Bruna cobrando uma quantia maior.

Após discussão, Miguel chegou a pagar o valor excedente, mas voltou à casa da mulher para tirar satisfação e arremessou uma pedra em sua janela. No momento, porém, apenas Lucineia estava na residência.

Lucinéia e Bruna foram presas pela polícia - Foto: Reprodução/TV Gazeta
Lucinéia e Bruna foram presas pela polícia - Foto: Reprodução/TV Gazeta

Mulher acusou rapaz para chamar atenção da população

Bruna teria retornado momentos depois e, diante da cena, começou a gritar que o rapaz era estuprador e havia violentado crianças da região, gerando revolta dos moradores, que atacaram Miguel.

A própria Bruna e Lucineia agrediram a vítima com pedras e madeira. Encurralado e espancado pela população, o rapaz não resistiu aos ferimentos.

"A vítima era trabalhador, inocente. Não tinha praticado nenhum estupro. A Bruna deixa bem claro em depoimento que só fez isso para que a população segurasse a vítima que ela não alcançaria. É mais um inocente que é morto por uma notícia falsa. A população não pode fazer justiça com as próprias mãos. Isso fica a cargo do estado por intermédio das polícias. Não se deixem levar pelo que é falado para fazer justiça", disse Daniel.

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