Homem é inocentado após dois anos preso acusado injustamente de assassinar o próprio filho

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Dorgival passou dois anos e 14 dias preso - Foto: Getty Images
Dorgival passou dois anos e 14 dias preso - Foto: Getty Images
  • Dorgival foi preso em 2019 pelo assassinato do filho, Douglas Ravi, de 8 meses

  • Uma perícia particular provou que o bebê sufocou com o próprio vômito

  • O rapaz agora só pensa em recuperar o tempo perdido com o outro filho, gêmeo de Douglas

Mais de dois anos depois, um homem preso injustamente, acusado de assassinar o próprio filho, foi solto na última semana. Dorgival José da Silva Júnior, de 24 anos, pôde finalmente voltar a abraçar a família em Petrolina, no sertão de Pernambuco.

De acordo com informações do G1, Dorgival passou dois anos e 14 dias preso pela morte do bebê Douglas Ravi, então com oito meses, em outubro de 2019. Naquela madrugada do dia 20, a criança foi encontrada morta no próprio berço após a família ter ido a uma festa de aniversário.

“Quando acordamos e fomos fazer o leite dos meninos, percebemos que um dos nossos filhos não estava respirando. Ligamos para o Samu, para saber o que tinha acontecido. O Samu chegou, viu a criança e, infelizmente, não tinha mais o que ser feito”, lembrou.

Na ocasião, estavam em casa Dorgival, a esposa, o irmão gêmeo de Douglas e a babá. A polícia foi chamada, realizou a perícia e encaminhou os presentes para prestarem depoimento.

A perícia constatou que Douglas havia morrido por asfixia direta – provocada por obstrução das vias respiratórias. Dorgival rapidamente transformou-se em um dos suspeitos.

“Os indícios iniciais traziam a presença de sangue humano em uma camisa utilizada por Dorgival, no dia anterior à morte do bebê. Essa camisa foi localizada pela perícia e, constatado que o sangue seria do bebê, houve a suposição de que o pai teria praticado o crime. Em razão disso, foi determinada a prisão dele”, contou o advogado de defesa, Marcílio Rubens.

Catorze dias após o falecimento, o pai do bebê era preso. Do lado de fora, a mãe de Dorgival, Maria Luzinete Gomes, porém, não poupou esforços para provar sua inocência.

Nova perícia salva Dorgival

A defesa do rapaz contratou uma perícia particular, que comprovou que Douglas Ravi havia morrido após sufocar com o próprio vômito. Foi o suficiente para que Dorgival tivesse a liberdade pedida pelo Ministério Público.

Solto, o rapaz agora só pensa em recuperar o tempo com o outro filho. Ele contou que, além do período preso injustamente, perdeu também o emprego e o casamento.

“(Quero) ver meu outro filho. Deus fez tudo para que eu possa cuidar dele, recuperar o tempo perdido”.

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