Homem negro é preso por comer sanduíche em estação de metrô nos EUA

O homem foi detido na estação e recebeu uma advertência (Foto: Reprodução/Facebook)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Outros passageiros filmaram a ocorrência; vídeo foi visto mais de 2,7 milhões de vezes

  • Guardas que prenderam o homem serão investigados

Um homem negro foi abordado e detido por um guarda por comer um sanduíche na área após as catracas de uma estação de metrô em São Francisco (Califórnia, EUA).

O incidente aconteceu na semana passada. Na sexta-feira (8), a vítima, que se identificou como Steve Foster, postou um vídeo da abordagem filmado pela sua namorada. A postagem já ultrapassou 2,7 milhões de visualizações.

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Na gravação, é possível ver o segurança segurando a mochila do homem e ameaçando prendê-lo. Foster pergunta o motivo da abordagem, e o guarda responde: “Você está comendo. É contra a lei, e eu tenho o direito de prendê-lo.”

Foster então pergunta por que ele foi escolhido dentre todas as pessoas que estavam na multidão. Ele e o segurança discutem por seis minutos, até que três outros policiais chegam, algemam o homem e o conduzem para fora da plataforma.

A rede de notícias NBC afirma que Foster não foi preso, mas recebeu uma advertência na estação. A Bay Area Rapid Transport (BART), empresa que gerencia o transporte público da cidade, emitiu uma nota afirmando que Foster estava infringindo a lei:

“Ele foi advertido porque comer é uma violação da lei estadual. Não é apenas uma regra, está no código penal.”

O vídeo ganhou repercussão e outros passageiros decidiram organizar um protesto em que todos comeriam sanduíches na estação. Após a comoção pública, o chefe da BART emitiu um comunicado pedindo desculpas pelo incidente:

"Estou desapontado pela forma como a situação foi conduzida. Eu peço desculpas ao senhor Steve Foster, nossos empregados e às pessoas que se emocionaram com o vídeo", declarou Bob Powers.

Ele afirmou, ainda, que as autoridades competentes estão investigando se a abordagem foi motivada por racismo, e as conclusões da investigação serão relatadas ao conselho de revisão de cidadãos da BART.

Assista ao vídeo: