Homem encontra cobra dentro de vaso sanitário em sítio de SC

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Foto: Kleiton Silveira/ Arquivo Pessoal
Foto: Kleiton Silveira/ Arquivo Pessoal
  • Proprietário realizava faxina quando encontrou o réptil

  • Ele mesmo tirou a serpente e a colocou na natureza

  • Biólogo alerta para importância de chamar especialistas nestes casos

O proprietário de um sítio em Salete, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, encontrou uma cobra dentro de um vaso sanitário neste domingo (14). Kleiton Silveira limpava o banheiro quando encontrou o animal de cerca de um metro. Ninguém se feriu.

Se tratava de uma cobra cipó, que não é venenosa, de acordo com o biólogo Gilberto Ademar Duwe. O próprio dono da casa retirou o animal e o colocou de volta na natureza.

"A gente sabe que elas [cobras] só atacam se são atacadas e que são controladoras de pragas, por isso não quis matar. Acho que serve de alerta para quem tem sítio e criança, não vou deixar mais meu filho de três anos ir sozinho lá", afirmou Kleiton ao portal G1.

Segundo ele, o sítio não é usado durante a maior parte do ano e que foi ao local para passar o feriado deste dia 15. O animal estava em um banheiro na parte externa do imóvel.

Kleiton identificou a serpente como uma cobra d’água, que sabia que não era peçonhenta, e por isso retirou com as próprias mãos. Mais tarde, o biólogo afirmou que se tratava de uma cobra cipó.

O proprietário opina que a cobra tenha sido atraída para o local em razão da grande quantidade de pererecas.

O biólogo Gilberto Ademar Duwe, que atua na Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama), afirma que essa percepção está correta, pois cobras cipó se alimentam deste tipo de animal.

Duwe avalia ainda que a cobra provavelmente não subiu pelo encanamento, mas sim entrado no vaso atrás de uma presa.

"Elas se alimentam mesmo de anfíbios. Mas não sobem pela tubulação. Ela deve ter entrado no banheiro, acabou entrando no vaso e ficando ali dentro. Por uma questão de umidade, ou por ter água ali no local, as vezes ela fica ali por considerar o local mais seguro", explica.

Ele alerta ainda que, mesmo não sendo peçonhenta, essa cobra “morde bastante”. O biólogo reforça a importância de chamar um especialista para lidar com o animal.

"É arriscado a pessoa que não tem muito contato [com esses animais] e fazer o resgate sozinho. Ainda mais se não tem o equipamento adequado. Porque pode acontecer algum acidente. As vezes as pessoas podem achar que não é uma serpente peçonhenta, mas acaba sendo uma e pode dar algum problema grave. O ideal é sempre entrar em contato com algum órgão ambiental ou que faça o resgate deste tipo de animal", afirma.

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