Mulher feita refém em biblioteca no Centro do Rio é libertada

Homem com arma fez uma mulher refém na Biblioteca Parque, na cidade do Rio de Janeiro; vítima já foi libertada sem ferimentos. (Foto:Divulgação/Facebook)
Homem com arma fez uma mulher refém na Biblioteca Parque, na cidade do Rio de Janeiro; vítima já foi libertada sem ferimentos. (Foto:Divulgação/Facebook)

Uma mulher foi libertada ilesa após ser feita refém por um homem armado com faca dentro da Biblioteca Parque Estadual, no Centro do Rio, na tarde desta segunda-feira.

Segundo o Batalhão de Operações Especiais (Bope), que participou da negociação com o sequestrador, a libertação aconteceu depois de uma intervenção do grupamento com uso de arma não letal. Policiais do 5° BPM, além da Polícia Civil e do Segurança Presente, também estiveram no local, que ficou isolado durante o fim da tarde.

De acordo com a Secretaria de Cultura do estado do Rio, responsável pela biblioteca, a refém, uma mulher de aproximadamente 60 anos, é uma usuária do equipamento cultural. Ela foi socorrida de maca e levada ao Hospital Souza Aguiar. Segundo a Polícia Civil, a mulher não teve ferimentos.

A área está isolada. As negociações foram iniciadas pelo Segurança Presente, por volta das 17h. Ao chegar, minutos depois, o Bope deu prosseguimento. A ocorrência se encerrou por volta das 18h30.

Segundo informações iniciais, o sequestrador teria entre 25 e 30 anos e disse ter problemas. Cães da polícia e sniper participaram da operação.

Ao fim da ocorrência, o comandante do Bope, o tenente-coronel Uirá Ferreira, deu detalhes da dinâmica:

— Uma pessoa pegou outra como refém com uma faca e ficou no interior da biblioteca. Rapidamente homens do 5º BPM e do Segurança Presente fizeram o cerco e isolaram toda a área. Fizeram seu trabalho protocolar e acionaram o Bope, tendo em vista a ameaça. Então nossa unidade foi acionada e iniciamos o processo de negociação com o objetivo de que a pessoa se entregasse e não fizesse mal à pessoa que foi mantida refém. A ação foi perdurando, tivemos uma psicóloga traçando o perfil daquela pessoa. Foi necessária uma intervenção tática, com o uso de arma não letal, e conseguimos de imediato salvar a pessoa.

Ele disse ainda que os policiais se valeram do perfil do sequestrador, que demonstrava fala lenta.

— Nossos negociadores identificaram um pouco de desconforto, de falta de fala cognitiva (por parte do sequestrador). Isso foi um indicativo para que nós agíssemos de forma negociada taticamente — acrescentou.

A ocorrência se iniciou poucas horas antes de o estabelecimento fechar. De acordo com a Secretaria de Cultura, havia aproximadamente 200 funcionários no local quando o homem entrou. Todos foram retirados pelas entradas principais.

Segundo o Centro de Operações Rio, viaturas ocupam uma faixa da pista lateral da Avenida Presidente Vargas, sentido Candelária, na altura da Biblioteca Parque Estadual.

do Extra

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos