Homem mais rico do Brasil, Paulo Lemann visita favela no interior de São Paulo

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*Arquivo* POÁ, SP, 12.02.2019 - O empresário Jorge Paulo Lemann, considerado o homem mais rico do Brasil. (Foto: Bruno Santos/Folhapress)
*Arquivo* POÁ, SP, 12.02.2019 - O empresário Jorge Paulo Lemann, considerado o homem mais rico do Brasil. (Foto: Bruno Santos/Folhapress)

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - O empresário Jorge Paulo Lemann, considerado o homem mais rico do Brasil, visitou nesta quarta-feira (29) a Favela Marte 3D, em São José do Rio Preto (interior de São Paulo).

A comunidade que reúne 240 famílias em situação de vulnerabilidade social, está passando por um projeto-piloto de urbanização que será replicado em outras favelas do Brasil.

A iniciativa é da ONG Gerando Falcões com o Instituto Valquírias World, e conta com parcerias do poder público e da iniciativa privada.

Lemann, cuja fortuna é estimada pela revista Forbes em R$ 76,3 bilhões, é um dos apoiadores e investidores do projeto, que tem como um dos responsáveis o empreendedor social Edu Lyra, CEO do Gerando Falcões.

Nesta quarta, o bilionário esteve no local para conhecer a vida das famílias na favela, antes que elas sejam transferidas para casas temporárias, durante o processo de urbanização.

A previsão é que as obras comecem no segundo semestre deste ano. Durante o período de trabalhos, a Gerando Falcões custeará o aluguel social das 240 famílias.

A visita teve a participação de outros empresários, como Guilherme Benchimol, CEO da XP Investimentos, Ana Maria Diniz, fundadora do Instituto Península, Bruno Setúbal, Otto Baumgart, Gabrielle e José Zitelmann, Rafael Hawilla, Rosana Camargo Botelho e Fernando Augusto Botelho e Thiago Oliveira.

Durante o trajeto pelas ruas de terra, os empresários conversaram com moradores da comunidade e entraram em algumas casas.

Depois de percorrer o local, Lemann e os demais empresários foram convidados a inaugurarem um painel batizado de "Dignômetro", um cronômetro que fará contagem regressiva dos dias até o retorno das famílias ao barro transformado e a implementação final do projeto.

A expectativa é que o bairro seja entregue no final de 2023. Em uma rede social, Amanda Oliveira, CEO e fundadora da Valquírias World, disse que o projeto se tornou o sonho de todos os empreendedores brasileiros. "A pobreza da favela virando peça de museu."

Antes de deixar o local, Lemann foi apresentado ao líder comunitário Benvindo Nery, que ajudou no diálogo com as famílias.

Empresário Paulo Lemann em visita à Favela Marte, em Rio Preto, interior de São Paulo Victor Natureza/Divulgação **** Parceria entre poder público e privado Mais de R$ 58 milhões serão investidos na transformação do território: R$ 28 milhões aportados pelo Governo do Estado, R$ 15 milhões pela Prefeitura de Rio Preto e R$ 15 milhões arrecadados pela ONG em parcerias com a iniciativa privada, incluindo o Bradesco que aportou R$ 3 milhões.

O Estado também destinará R$ 4 milhões para o projeto o Praça da Cidadania, por meio do programa do Fundo Social de São Paulo, que será investido em cursos profissionalizantes, acesso à internet em áreas de lazer e geração de emprego e renda para a comunidade.

Com abordagem sistêmica, o plano é construir moradias, gerar renda, melhorar condições de saúde e educação, apoiar mulheres e crianças e dar opções de lazer e cultura.

O projeto-piloto lançado em São José do Rio Preto pretende se tornar escalável para comunidades de todo o país, em momento de consequências econômicas e sociais da pandemia.

Projeto pioneiro Implementado pela ONG Gerando Falcões, em parceria com o Instituto Valquírias World, o projeto tem o objetivo transformar a Favela Marte em um símbolo de ação social de combate à pobreza.

O modelo Favela 3D foi desenvolvido para criar soluções aos problemas que mais afetam moradores de favelas, levando serviços de educação, primeira infância, desenvolvimento econômico, saúde, educação, habitação, esportes, entre outros.

A ação promove a união de poder público, comunidade local, setor privado, universidades e organizações do terceiro setor para criar soluções que transformem a realidade desses territórios.

A prefeitura fica responsável pela desapropriação do terreno e pelas obras de infraestrutura para distribuição de água, esgoto, iluminação e pavimentação pública.

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