Homem mata duas mulheres a tiros em estacionamento de igreja, nos EUA

Um homem matou duas mulheres no estacionamento de uma igreja em Iowa, nos EUA, nesta quinta-feira. Em seguida, ele cometeu suicídio, informou a polícia local e funcionários da Cornerstone Church. Segundo a rádio NPR, o xerife Nicholas Lennie disse que uma investigação está em andamento para verificar se foi um ataque "direcionado" ou se foi "aleatório". Ainda não foram divulgadas as identidades das vítimas e do atirador.

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— Eu não diria que estou chocado como agente da lei — disse Lennie, de acordo com o jornal Des Moines Register. — Nós nos preparamos e treinamos duro para isso, mas quando isso acontece, é obviamente caótico até que você tenha tudo sob controle.

O governador de Iowa, Kim Reynolds, se pronunciou sobre o caso por meio de rede social, descrevendo-o como um "ato de violência sem sentido".

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"O ato de violência sem sentido desta noite [de quinta-feira] tirou a vida de duas vítimas inocentes em seu local de culto", afirmou Reynolds num post no Twitter. “E enquanto a investigação continua e nos informamos mais, pedimos que os moradores de Iowa orem pelas vítimas e suas famílias, pelos membros da Igreja Cornerstone e por toda a comunidade de Ames”.

Mortes causadas por armas de fogo têm gerado grande comoção nos EUA recentemente. Em 14 de maio, dez pessoas foram mortas em uma mercearia de Buffalo, Nova York. Em 24 de maio, 21 pessoas, sendo 19 crianças e duas mulheres, foram mortas em uma escola de Uvalde, Texas. Na última quarta-feira, quatro pessoas foram mortas num centro médico em Tulsa, Oklahoma.

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Mais cedo na quinta-feira, o presidente dos EUA, Joe Biden, pediu ao Congresso que aprovasse uma legislação abrangente de controle de armas, numa ação contra a violência armada que atinge o país, para proibir a venda de armas como as que foram usadas nos massacres ocorridos nos estados do Texas e de Nova York recentemente.

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Biden pronunciou na Casa Branca um discurso transmitido pela TV em que apareceu na frente de 56 velas acesas, que representavam os estados e territórios americanos que sofrem com a violência armada.

— Quantas matanças mais estamos dispostos a aceitar? — questionou Biden.

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Biden classificou como "inconcebível" a recusa da maioria dos senadores republicanos a votar normas mais rígidas sobre as armas de fogo.

— É hora de o Senado fazer alguma coisa — advertiu o presidente democrata, ressaltando que os congressistas "não podem falhar novamente com o povo americano".

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O presidente americano acrescentou que, caso a proibição não seja obtida, a idade para comprar essas armas deveria aumentar de 18 para 21 anos.

Biden também pediu um aumento do controle dos antecedentes de compradores de armas, a proibição da venda de carregadores de grande capacidade e a obrigação de armazenar armas com segurança, e sugeriu a responsabilização das fabricantes por crimes cometidos com seus produtos.

— Nas últimas duas décadas, mais crianças em idade escolar morreram por causa de armas de fogo do que policiais e militares na ativa juntos. Pensem nisso — pediu Biden.

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Enquanto os republicanos se recusam a endurecer as leis sobre armas, um grupo bipartidário de senadores conversou nesta quinta-feira sobre um pacote de controle de armas. Eles se concentraram na segurança escolar, no reforço dos serviços de saúde mental e nos incentivos para que os estados concedam aos tribunais autoridade para confiscar temporariamente as armas de pessoas consideradas uma ameaça, uma medida que Biden também pediu em seu discurso.

A republicana moderada Susan Collins disse que o grupo estava fazendo "rápidos progressos", enquanto o senador democrata Chris Murphy declarou que "nunca havia visto tantos republicanos sentados na mesa e dispostos a dialogar". "Algo diferente está acontecendo agora mesmo e espero que isso resulte em uma lei no Senado", disse Murphy à emissora MSNBC na quarta-feira.

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Os congressistas estão conscientes de que correm o risco de perder o impulso se a urgência de reformas desatada pelos massacres se dissipar, e outro grupo menor está realizando discussões paralelas sobre a ampliação da verificação de antecedentes de compradores de armas.

O desafio político de legislar em um Senado dividido em partes iguais (50-50), onde a maioria dos projetos de lei precisa de 60 votos para a aprovação, significa que reformas de maior alcance têm poucas chances de prosperar.

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Mitch McConnell, líder dos senadores republicanos, afirmou aos jornalistas que os congressistas estão se concentrando na "saúde mental e na segurança nas escolas", e não nas armas.

Por outro lado, os democratas na Câmara dos Representantes estão dispostos a aprovar uma lei muito mais ampla, mas, em grande medida, simbólica, que incluiria subir de 18 para 21 anos a idade mínima para comprar fuzis semiautomáticos.

A proposta provavelmente será aprovada na Câmara na próxima semana, antes de ser enterrada pela oposição republicana no Senado.

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