Homem morre asfixiado em porta-malas de viatura em Sergipe

A morte de um homem asfixiado depois de ser colocado no porta-malas de uma viatura policial comoveu o país, depois que um vídeo com a cena viralizou nas redes sociais.

Os fatos ocorreram na quarta-feira em uma estrada próxima à cidade de Umbaúba, uma pequena cidade de 25 mil habitantes no estado de Sergipe.

Em nota, a Polícia Federal Rodoviária (PRF) garantiu nesta quinta-feira(26) que "foram empregados técnicas de imobilização e instrumentos de menor potencial ofensivo" diante da "agressividade" de Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, durante uma operação na rodovia.

As imagens mostram claramente que dois agentes da PRF, com capacete, tentam fechar a porta traseira da viatura sobre um homem, que estava com as pernas para fora.

Do porta-malas sai uma espessa fumaça branca, que parece ter escapado de uma bomba de gás lacrimogêneo. É possível ouvir gritos de dor e uma testemunha que diz: "Vão matar ele!"

O homem mexe as pernas durante aproximadamente um minuto e depois fica imóvel. Em seguida, os policiais dobram suas pernas e fecham a porta.

Segundo a PRF, o homem estava sendo encaminhado à delegacia de Umbaúba, mas "passou mal" no trajeto e foi levado ao hospital, onde "foi atendido e constado o óbito".

A nota não especifica se o homem chegou sem vida ao hospital, mas a Secretaria de Segurança de Sergipe informou que o resultado da autopsia confirmou a morte por "asfixia".

O sobrinho de Genivaldo de Jesus Santos disse ao portal G1 que avisou aos policiais que o tio sofria de "transtorno mental" e que ele estava em uma moto no momento da operação.

"Eu estava próximo e vi tudo(...)Eles jogaram um tipo de gás dentro da mala, foram para delegacia, mas meu tio estava desacordado. Diante disso, os policiais levaram ele para o hospital, mas já era tarde", afirmou.

"Eu não chamo nem de fatalidade. Isso aí foi um crime mesmo, eles agiram com crueldade pra matar mesmo ele", disse a esposa da vítima ao G1.

A PRF disse que "lamenta o ocorrido" e anunciou que foi "aberto procedimento disciplinar para averiguar a conduta dos policiais envolvidos".

O órgão de segurança deve atuar exclusivamente em rodoviais, mas participou na quarta-feira da operação policial que deixou ao menos 26 mortos na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro.

A PRF disse que foi chamada para ajudar na prisão de suspeitos de roubos de cargas de caminhões.

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