Homem não nasce com déficit de álcool no sangue, afirma psiquiatra que inspirou "Druk"

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O diretor Thomas Vinterberg venceu o Oscar de filme internacional por "Druk - Mais Uma Rorada"

Um dia depois da vitória no Oscar do filme dinamarquês "Druk - Mais Uma Rodada", o psiquiatra que supostamente inspirou o longa-metragem voltou a desmentir a teoria atribuída a ele, a de que o homem nasce com déficit de álcool no sangue.

Vencedor do Oscar na categoria de filme internacional, a obra do cineasta dinamarquês Thomas Vinterberg mostra quatro professores que exploram os efeitos da embriaguez.

Na origem da experiência está uma suposta teoria atribuída ao filósofo e psiquiatra norueguês Finn Skårderud, que teria afirmado que o homem nasce com um déficit de 0,5g de álcool no sangue.

Uma "fake news" nascida de uma "leitura seletiva do prefácio que ele escreveu para a tradução norueguesa de "Os efeitos psicológicos do vinho", do italiano Edmondo de Amicis, reiterou nesta segunda-feira Skårderud.

"Na primeira página escrevi que após uma taça ou duas taças, sim, vida é muito boa, pensamos que talvez tenhamos nascido com um déficit de 0,5g", explicou à rádio norueguesa NRK.

"Mas no parágrafo seguinte, eu rejeito a teoria por completo", disse.

Esta interpretação equivocada de suas palavras o deixou preocupado. "Inicialmente foi um pouco desconfortável porque, afinal, sou médico, psiquiatra, trato pessoas que sofrem de dependência, encontro as famílias", afirmou a NRK.

Mas a pequena notoriedade rendeu um contato de Thomas Vinterberg e ele virou uma "espécie de consultor" durante as filmagens de "Druk", que considera um filme "equilibrado".

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