Homem negro abaixa calça para provar prótese e entrar em banco no ES

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Marcelo precisou abaixar a calça para conseguir entrar no banco - Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
Marcelo precisou abaixar a calça para conseguir entrar no banco - Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
  • Marcelo precisou abaixar a calça para entrar em um banco após ser barrado pela porta giratória

  • O detector de metais acionou por causa de uma prótese metálica no quadril do rapaz

  • Ele disse não saber se foi alvo de racismo, mas deve mover ação contra a Caixa Econômica Federal

Um homem negro precisou abaixar a calça para provar que possuía uma prótese e conseguir entrar em um banco em Vitória, no Espírito Santo. As informações são do UOL.

Marcelo Cabral, de 47 anos, tentava adentrar uma agência da Caixa Econômica Federal no bairro Jucutuquara, mas foi barrado cinco vezes pela porta giratória por causa dos detectores de metal.

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O rapaz tentou explicar que possuía uma prótese de metal no quadril, após ser submetido a uma cirurgia, mas não lhe deram ouvidos. Ele, então, abaixou a calça para apresentar a cicatriz do procedimento.

"Quando chegou minha vez de passar pela porta giratória, eu me dirigi até a segurança que faz o controle de acesso e disse que eu era portador de prótese. Falei: 'Tenho uma prótese no quadril, já fui em outros bancos e a porta sempre travava'", contou.

Marcelo conseguiu entrar no banco, mas, irritado com a confusão, não deu continuidade ao atendimento. Ele ligou para sua advogada e, agora, deve mover uma ação contra a Caixa Econômica Federal e a empresa que faz a segurança da agência.

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Nas redes sociais, o rapaz explicou que está com a prótese há dois anos e nunca foi tratado desta forma em nenhum outro local. Ele ficou ainda mais irritado por não ter sido procurado por nenhum funcionário do banco para esclarecer a situação ou acalmá-lo após comprovar a existência da prótese.

"Nunca tinha passado por uma situação tão constrangedora como foi essa, não só de ter que abaixar a calça para mostrar a cicatriz, mas também [...] entender que foi por conta da minha cor que eu apresentava um risco para a agência", afirmou.

Possibilidade de racismo

Na postagem em seu Facebook, com vídeo do episódio filmado pela esposa, Marcelo afirma não saber se foi alvo de racismo ou qualquer outro crime, mas está recebendo orientação do movimento negro da cidade, além de apoio psicológico.

Em nota ao UOL, a Caixa afirmou que a triagem de quem acessa as agências é feita para segurança dos clientes. Segundo a instituição, “assim que informou sobre a prótese, o cliente recebeu o adequado encaminhamento para atendimento".

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