João Alberto Silveira foi asfixiado durante quatro minutos

Colaboradores Yahoo Notícias
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Relatives and friends of Joao Alberto Silveira Freitas, who died after being beaten by white security agents in a supermarket belonging to the Carrefour group, attend his funeral in Porto Alegre, Brazil, on November 21, 2020. - The death of a black man on Thursday night after being beaten by white security agents in a supermarket belonging to the Carrefour group in Porto Alegre unleashed a wave of indignation in Brazil. (Photo by SILVIO AVILA / AFP) (Photo by SILVIO AVILA/AFP via Getty Images)
Relatives and friends of Joao Alberto Silveira Freitas, who died after being beaten by white security agents in a supermarket belonging to the Carrefour group, attend his funeral in Porto Alegre, Brazil, on November 21, 2020. - The death of a black man on Thursday night after being beaten by white security agents in a supermarket belonging to the Carrefour group in Porto Alegre unleashed a wave of indignation in Brazil. (Photo by SILVIO AVILA / AFP) (Photo by SILVIO AVILA/AFP via Getty Images)

Novas imagens do assassinato de João Alberto Silveira Freitas mostram que o cliente do hipermercado Carrefour, em Porto Alegre, foi asfixiado durante quase quatro minutos pelos dois seguranças que o espancaram até a morte, na última quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra.

Na gravação, obtida pelo jornal Folha de S.Paulo, o homem negro de 40 anos foi impedido de respirar após receber socos durante pelo menos dois minutos. O vídeo também mostra que o cliente agrediu um dos vigilantes, Giovane Gaspar.

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Não é possível ver com clareza se o segurança disse algo que teria desencadeado a primeira agressão. Além dos dois agressores, é possível ver uma fiscal do hipermercado filmando e observando o espancamento sem interferir no crime.

Durante as agressões, há pelo menos 17 pessoas no local, incluindo os dois seguranças e a fiscal. Ninguém impediu o espancamento.

Segundo a Brigada Militar, a confusão teria iniciado no caixa do supermercado, envolvendo o homem e uma funcionária. A vítima teria ameaçado agredir a mulher, que chamou os seguranças.

Os dois funcionários teriam encaminhado João Alberto Silveira Freitas para fora do estabelecimento e é aí que as histórias começam a divergir. A Brigada Militar afirma que a briga se deu porque o homem não aceitou ser removido do local, mas testemunhas afirmam que os dois seguranças seguiram João Alberto dentro do estabelecimento e o agrediram na saída.

Confira, abaixo, o posicionamento do Carrefour sobre o ocorrido:

Sobre a brutal morte do senhor João Alberto Silveira Freitas na loja em Porto Alegre, no bairro Passo D’Areia:

O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário.

O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento deste inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente, tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente.

Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e não aceitamos que situações como estas aconteçam. Estamos profundamente consternados com tudo que aconteceu e acompanharemos os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais.