Homem negro fica 4h algemado com pedaço de fio por suspeita de furto

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Local onde homem ficou em cárcere privado em loja do Grupo Matheus (Foto: Divulgação)

Um homem de 35 anos, foi torturado e mantido sob cárcere privado durante quatro horas por quatro funcionários que prestam serviço ao Grupo Mateus, no interior do Maranhão, nesta segunda-feira (2).

As imagens da câmera de segurança do supermercado flagraram a abordagem do segurança no momento que o homem deixava o supermercado, após comprar dois quilos de frango e possuir a nota fiscal do produto comprado no bolso.

Segundo relatório da Polícia Civil - depois da abordagem ele foi levado até o almoxarifado de um supermercado da rede em Santa Inês, algemado e amarrado com pedaço de fio metálico por quatro horas. Os seguranças que portavam arma de fogo queriam que a vítima confessasse um suposto furto.

Segundo o Delegado Allan Santos, as imagens capturaram o homem saindo com duas sacolas, uma delas com frango e a outra com itens diversos, não sendo possível constar o que seria comprado ou furto.

A vítima identificada como Raimundo foi solta pelos funcionários levando apenas o frango e, em seguida, registrou um boletim de ocorrência. Os funcionários foram atuados por tortura e cárcere privado, e encaminhados à Unidade Prisional de Ressocialização de Santa Inês.

Em nota, o Grupo São Mateus afirmou que o homem foi mantido preso até que os familiares chegassem para pagar os outros produtos supostamente furtados. “Foi concedido ao autor um prazo para que a sua família efetuasse o pagamento das mercadorias, evitando assim o registro formal da ocorrência.”

Ainda segundo a polícia, houve caracterização de flagrante e os funcionários foram autuados por tortura e cárcere privado. Porém, o juiz de plantão concedeu liberdade provisória aos funcionários por não terem antecedentes criminais.

Em julho deste ano, Jacqueline Debora Costa de Oliveira, de 42 anos, denunciou que foi torturada em uma das lojas do grupo, em São Luís. Ela foi confundida com uma integrante de uma quadrilha e teve a bolsa revistada, mas nada foi encontrado.

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