Homem preso na Lagoa é suspeito de ser mandante da morte de estudante da UFRJ, sequestrado na Urca

Marcos Nunes
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RIO — Apontado pela polícia como um dos supostos envolvidos em uma quadrilha de traficantes de classe média alta, Denner Dias Barcia Alves, de 28 anos, preso neste domingo em um imóvel localizado no Bairro da Lagoa, na Zona Sul do Rio, de acordo com um inquérito que tramita na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), é investigado como suspeito de ser o mandante da morte do estudante da UFRJ Marcos Winícius Tomé Coelho, de 20 anos.

O rapaz foi sequestrado na noite do último dia 8 de outubro, no bairro da Urca, pouco depois de deixar um shopping na Zona Sul, pedalando uma bicicleta elétrica. O corpo de Marcos Winícius foi localizado horas depois de ele ter sido levado por homens armados, já na madrugada do dia 9, às margens da Rodovia Presidente Dutra, no Bairro Engenho Pequeno, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Denner foi preso em uma operação conjunta de agentes da DHBF e da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Ele estava com a prisão temporária decretada pela Justiça, por conta do assassinato do estudante. Segundo a polícia, Denner teria tentado fugir do cerco, se escondendo na casa de máquinas de um elevador. Com ele, a polícia encontrou ainda uma mochila com nove tabletes de maconha. Na mesma operação, os policiais apreenderam munição de revólver, balanças de precisão e um coldre.

Alem de Denner, um outro homem suspeito de participar do sequestro também está preso. Ele seria dono de um veículo que teria sido usado para dar cobertura aos bandidos. Estão com a prisão decretada e são considerados foragidos Igor Moreira Dantas, o gordinho, e Victor Hugo dos Santos Moraes. Os dois estariam dentro de um carro branco, onde Marcos Winicíus foi forçado a entrar, ao ser visto com vida pela última vez, logo após ser levado pelo grupo. A policia investiga a informação de que o estudante teve a morte encomendada por uma quadrilha de traficantes de classe média alta, após ser envolver na negociação de uma encomenda de R$ 80 mil em skank.

Já se sabe que a droga encomendada foi roubada quando estava sendo entregue em Copacabana, na Zona Sul do Rio, cerca de uma semana antes do estudante ser sequestrado e executado com quatro tiros. O roubo teria sido praticado por homens de uma quadrilha que seria formada inclusive por policiais militares, e que é conhecida como bando dos "boteiros". O apelido faz referência ao bote que integrantes do grupo costumam dar em traficantes para se apoderar de valiosas cargas de droga.