Homem preso por massacre em El Paso em 2019 vai se declarar culpado

Um jovem americano que matou 23 pessoas em um popular hipermercado de El Paso em 2019 se declarará culpado em um tribunal federal dos Estados Unidos, de acordo com documentos judiciais divulgados pela mídia local.

Acusado de "crimes racistas que resultaram em morte", Patrick Crusius, de 24 anos, "notificou o tribunal de sua intenção de se declarar culpado", uma semana após os promotores retirarem seu pedido de pena de morte.

Um magistrado marcou uma audiência para 8 de fevereiro para formalizar sua mudança de estratégia e evitar um julgamento federal.

Ele ainda enfrenta, porém, um julgamento por homicídio no estado do Texas, que não descartou a pena de morte.

No início de agosto de 2019, Crusius publicou um documento na internet no qual ecoava teses supremacistas brancas.

No texto, ele denunciava uma "invasão hispânica do Texas" e elogiava o autor de um massacre na mesquita de Christchurch, na Nova Zelândia, que deixou 51 mortos.

Em seguida, dirigiu dez horas dos subúrbios de Dallas, onde morava, até El Paso, uma cidade de maioria hispânica na fronteira com o México, onde abriu fogo com um fuzil semiautomático em um hipermercado Walmart.

Quando a polícia chegou, ele saiu de um veículo com as mãos para o alto, dizendo "eu sou o atirador". Já preso, admitiu aos investigadores que queria atacar "mexicanos".

Com 23 mortos, incluindo oito mexicanos, além de dezenas de feridos, o massacre de El Paso segue sendo um dos assassinatos mais mortíferos da história dos Estados Unidos, um país regularmente abalado por ataques armados.

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