Homem que afirmou ter sofrido ataque homofóbico em Madri agora diz que ferimentos foram consensuais

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Bandeira LGBT em prédio de Malasana, em Madri

MADRI (Reuters) - Um espanhol de 20 anos que havia dito que tinha sido atacado com uma faca por uma gangue mascarada que tinha entalhado uma ofensa homofóbica em suas nádegas agora disse à polícia que os ferimentos foram consensuais, informou o Ministério do Interior nesta quarta-feira.

Protestos haviam sido convocados para a noite desta quarta-feira em toda a Espanha em reação ao suposto ataque, cuja brutalidade aparente e proximidade do bairro de Chueca, notoriamente acolhedor aos gays, chocaram a sociedade espanhola.

Mas o ministério disse em uma mensagem aos jornalistas que o homem recuou de sua afirmação inicial de que foi atacado no domingo no bairro de Malasaña, no centro de Madri, e admitiu que os ferimentos que sofreu foram infligidos com seu consentimento.

A pasta não quis comentar os motivos do delator, nem revelar sua identidade, que a Reuters tampouco conseguiu estabelecer.

Os organizadores do protesto disseram que a manifestação desta quarta-feira acontecerá mesmo assim.

A violência homofóbica está nos holofotes no país desde o assassinato do auxiliar de enfermagem brasileiro Samuel Luiz, que em julho foi espancado até a morte na Galícia, região do noroeste espanhol, supostamente por causa de sua orientação sexual.

O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, alertou no início desta quarta-feira que os crimes de ódio estão aumentando e se tornando mais violentos.

(Por Belén Carreño)

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