Homem que atirou na ex apaga postagem comemorando feito

Homem suspeito de atirar em ex-companheiro publicou nas redes sociais que espera que ela descanse em paz. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Homem suspeito de atirar em ex-companheiro publicou nas redes sociais que espera que ela descanse em paz. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
  • Crime ocorreu no sábado em Itajubá (MG)

  • Homem está foragido

  • Ex-companheira saiu da UTI

Um homem que atirou na cabeça da ex-companheira, no último sábado (30), em Itajubá (MG), comemorou o feito nas redes sociais em uma postagem. Ele apagou o post pouco depois.

Na postagem, Antônio Ferreira Santana, conhecido como Antônio Baiano, afirmou que a mulher "não vai trair mais ninguém". Nesta segunda-feira (1), o post havia sido apagado. O homem está foragido. As informações são do portal G1.

Monica Fernandes Silveira sobreviveu ao ataque e já deixou a UTI do Hospital das Clínicas da cidade. Ela agora está internada em um quarto, mas seu estado de saúde não foi informado.

O caso foi registrado como tentativa de feminicídio. Segundo testemunhas relataram à Polícia Militar, no sábado, Antônio pulou o muro da casa da vítima, disparou contra ela e fugiu em seguida.

O casal se relacionou por dois anos e ele não aceitava o fim do relacionamento. A mulher chegou a conseguir uma medida restritiva contra o homem, segundo a polícia.

O que é feminicídio?

Segundo o Código Penal Brasileiro, o feminicídio é o homicídio praticado contra a mulher pelo fato de ela ser uma figura feminina, ou nos casos de violência doméstica. Fatores como misoginia, menosprezo pela condição feminina, discriminação de gênero e violência sexual são os principais indícios do crime.

A lei do feminicídio (lei 13.104/15) não enquadra, porém, o crime a qualquer assassinato de mulheres.

Variações do feminicídio

Violência doméstica ou familiar: A lei se enquadra nos casos em que o criminoso é uma pessoa da própria família ou já manteve uma relação com a vítima. Esta é a variação mais comum no Brasil.

Menosprezo ou discriminação contra a mulher: A lei também pode ser aplicada quando o assassitado é resultante do preconceito de gênero, que pode ser manifestado pela objetificação feminina e pela misoginia.

Pena prevista para o crime

Vale ressaltar, ainda que o feminicídio é visto pelo Código Penal como uma forma qualificada de homicídio. Sendo assim, a pessoa que cometer o crime está sujeita a pegar de 12 a 30 anos de reclusão.

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